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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


24
Ago11

Caminhada, Soajo-Areeiro

Luiz Franqueira - Ventor

Em 10 de Agosto de 2011, fiquei a conhecer mais Soajo!

Saí da Casa do Povo, onde bebi o café, rumo a Adrão. A pé, claro!

Desta vez, de facto, conquistei mais Soajo. Conheci o Souto, a Casa do Souto, os campos do Souto, os caniços do Souto, as águas do Souto, os caminhos do Souto, as flores do Souto, ...

 

Pois foi! Conquistei mais Soajo. Voltei a ver o meu amigo João, a minha prima Helena que, em Soajo, em tantos anos, só tinha visto uma vez! Recuperei num dia, anos perdidos, anos que ficaram encostados numa esquina do tempo. Mas nunca é tarde! Nunca é tarde para rever o meu amigo Carrasco na fisionomia da sua 2ª filhota. Consistem ali, as pintas do pai e da mãe. Tive também o prazer de vir a conhecer a sua filhota, que, há tanto tempo que anda por este mundo e nunca a tinha visto, mais a sua netinha.

Apetecia-me falar do Paquistão, neste momento, mas vou continuar com Soajo!

 

 

Na Corga das Ínsuas, alguém colocou esta telha para apanhar água na nascente. O melro é um cliente

 

Também conheci mais Soajo porque não me limitei a seguir o velho caminho, rumo a Adrão. Mais pela direita ou mais pela esquerda, haveria sempre uma forma de chegar rápido, ao Areeiro. Esticar a perna e avançar sempre! Depois, seguir o caminho de Bordença, rever a sua ponte e rumar ao Senhor da Paz e, dali, ao Cemitério. Seria a "peace of cake". O meu amigo "Finitro" tinha-me preparado para isso!

Mas eu sou anti-trilho! Coloquei os olhos no ar e fui por onde as andorinhas me levaram. Só que, depois, fui desencaminhado pelos corvos e pela poupa. Todos me chamaram e eu fui! Eles disseram-me que o mundo deles também era o meu! Devem ter aprendido com o galego que um dia, em Padrão, me disse que os minhotos eram uns corvos. Por isso, deixei-me levar sob os auspícios de Apolo, na peugada dos corvos. A poupa dirigiu-se em minha direcção, pousou sobre um pinheiro e tentou desviar-me para o caminho certo. Não conseguiu!

 

 

O caminho, este, tinha por objectivo levar-me para a Encosta das Vacas

 

De repente, decidi esquecer os corvos. Olhei para o lado e, ali estava a estrada para Adrão e, vinda de cima, de Entre-os-Outeiros, descia encosta abaixo a velha estrada florestal. Desviei-me para a corga das Ínsuas, saltei valados e desci entre paredes até à corga onde um melro, deu uma grande gargalhada e me perguntou: "e agora, Ventor"?

Achei que estava a gozar comigo mas não! Olhei a corga sem rasto de ninguém e fiz os meus olhos penetrarem na sombra da corga que ali corria sob árvores. Em plena sombra, mais em baixo, uma telha apanhava água que nascia ali para alguém beber mas, verifiquei que o único utente estava a ser o melro.

Virei-me para trás e as duas paredes tão íngremes, mais me pareciam o Fojo do Lobo e o lobo no buraco era eu. Não me meti à corga para me chegar à telha e fazer companhia ao melro. Para a frente não era bom e para trás era mau. De qualquer modo teria de subir bem e, então, resolvi seguir em frente. À 3ª tentativa passei a corga para o outro lado e iniciei a subida oposta à descida que tinha feito. Dei umas passadas rasgadas para não perder o balanço e uma silva entre as ervas tentou deter-me. Rasgou-me a pele, no peito do pé, junto à pala do sapato. Sapatos de toilette sem meias! Meto-me em cada uma! Mas lá fui entre duas estreitas paredes até um caminho que cavalguei como pude até às Ínsuas, onde partia o trilho para Adrão. Passei o pontilhão em direcção a Soajo, onde um indivíduo regava umas plantas com uma mangueira junto à casa. Perguntei a esse homem se sabia onde morava o Joaquim Neto. Ele disse-me que ele tinha por ali uma casa mas morava em Soajo. Quase lhe pedi uma mangueirada o que teria feito se não fossem as máquinas, mas perguntei-lhe se os trilhos por ali estariam razoáveis para seguir rumo ao Areeiro.

"Para o Areiro volte para trás, porque se esse não presta, com os outros não se safa"!

 

 

Estas ovelhas, foram minhas companheiras de caminhada, enquanto eu ainda tinha objectivos

 

E não safei mesmo! Segui para o monte, creio ser a Encosta das Vacas, ou Costa das Vacas, para tentar ver a Açoreira de frente. Vi-me e desejei-me, primeiro para entrar para onde queria e o pior foi sair depois. Tive que trepar rente ao solo por entre os troncos das giestas, onde fiz ginásticas incríveis entre giestas queimadas e giestas verdes que me iam penteando como podiam.

Por fim disse para os meus botões que ia desistir. Foi o que fiz. Tracei um rumo em direcção do Areeiro e iniciei grande subida. Sob um calor escaldante, sem água, sem chapéu, sem cajado, sem meias nos sapatos e com uma sede terrível, tocou o telélé. «Luis, onde estás»?

Não me recordo se disse que estava no Inferno mas não terei dito para não a preocupar. O meu coração parecia uma MG a fazer fogo! Cada sombra que via queria encostar! "Não, não há encosto. Temos de seguir, sem perder pedalada, senão ficamos aqui»!

 

 

Por entre as giestas, queimadas ou verdes, não conseguia tirar fotos para as partes fundas da Assureira. Só fazia "fogo" alto (clicava), com uma mastronça de uma Canon nova, com a qual não sabia trabalhar. Mas, aprenderei!

 

A caminhada respondia às incertezas do gajo! Mais devagar, mais acelerado, mais devagar, mais ... mas sempre a subir! Por fim, encontrei os trilhos que me levariam ao Areeiro e em terrenos a ficarem quase planos. Avistei as árvores em volta da velha casa florestal do Areeiro, algumas, se nunca arderam, ainda eu terei plantado. Durante a chamada, disse ao meu Malmequer que, quem chegasse primeiro, esperava no Areeiro. Eles estavam nos Arcos e não sei que tempo demorariam, porque não sabia a que horas sairiam de lá. Penetrei no arvoredo do Areeiro, o meu Purgatório! A beleza de árvores lindas e de sombras frondosas mas, a água? Não tinha água. Tinha saído do Inferno e já em passada normal, peguei no télélé e, ... "esse número não se encontra atribuído"! Maldita TMN, ... faz-me mais falta um telemóvel aqui um dia que o resto do ano todo, em Lisboa. Outra chamada, a mesma resposta. Utilizei outro número. Entre três telemóveis podia ser que apanhasse algum. Duas chamadas e número atribuído mas era espanhol. "Buenos dias"! Duas respostas, duas desculpas. Vou tentar o terceiro número, ... «Ah! Desisto! Ainda me aparecia um espanhol e já estava sem paciência».

 

 

Lá está o Barroco! Que saudades tenho de galgar aqueles montes. Cá para baixo sombra e sol de frente - desisti. Queria era a casa do Areeiro

 

Desisti de dizer uma coisa simples. Vou continuar por Bordença, esperem-me no Senhor da Paz! Mas, como não liguei e, para não ficarem à minha espera no Areeiro, desisti da caminhada. Tudo por falta de telemóvel. Fiquei ali no Purgatório, esperando. Por fim lá vejo um argolinhas branco. Devem ser eles. Tenho de ir beber água a qualquer lado, pensei. Mas não foi preciso. Chegava, pelas mãos do meu Malmequer, desde os Arcos, uma garrafinha de cerveja ainda gelada. Essa garrafinha amainou as hostes e lembrei-me do meu amigo Odin e da sua fábrica de cervejas no Vallala. Acabou o Purgatório e entrei no céu! Rumo ao Miradouro, em Castro Laboreiro, onde o verdinho das Muralhas fez o resto do trabalho.

 

 

Mas passei quatro cortelhos trogloditas que me levaram a entrar por velhas realidades

 

Mas não foi uma caminhada inútil! Ajudou-me a descobrir, de facto, mais Soajo. A caminho da Costa das Vacas, encontrei quatro cortelhos trogloditas. Lá dentro era só escuridão mas, num deles, no segundo, estava uma galanta, uma bela rainha das montanhas, num trajecto diferente do meu. Eu caminhando, ela descansando. Mas gostei de ver aquela galanta! «Oh, Galanta! Estás aí na fresquinha»? Ao falar com ela, ela parecia que me conhecia. Deu duas passadas para sair do cortelho e eu disse-lhe para ficar à fresquinha. E não é que deu os dois passos para trás e ficou sossegada a remoer! Ali lembrei-me dos trogloditas de Marrupa. Uma palhota subterrânea debaixo da terra de milho. Ouvíamos vozes e só víamos milho. Cansados, cheios de sede, tínhamos de subir aquele campo de milho para vermos para que lado ficava o Aeródromo. Mandei os meus parceiros ficarem quietos de armas em riste e eu, mais à frente, encaminhei-me rumo às vozes que ouvia mas, só via o milho. A G-3 bem apertada, pronta a cuspir fogo. O 2º avançou para me proteger melhor e para trás ficaram dois prontos a abrir fogo. Debaixo do chão as vozes continuavam. Pensei num abrigo de turras! Estaríamos a 10 kms da Base e outros 10 do Exército. Das profundezas do milho sai-me uma velhota com uma criança nos braços assustada quando vê a metralhadora virada para ela. «Não tenha medo que não lhe fazemos mal. Estão homens aí»? "Não, estão a trabalhar, só estamos nós e a criança"! Penso que eram duas ou três e tudo terminou em bem. Tal como eu e a galanta!

 

 

Aqui, esta galanta, quis colaborar comigo! «Eu saio e vou à frente abir caminho, Ventor». São espertas as rainhas das montanhas!

 

Não sei se alguém conhece a história do "Quatro Olhos". Quando eu era miúdo, constou-se, em Adrão, que um homem a quem chamavam, Quatro Olhos, tinha morto outro. Não sei se era de Soajo ou se eram de Soajo, ou se esse Quatro Olhos se foi esconder a Soajo. O fulcro da História era que a gente de Adrão tinha medo de fazer as viagens sós, entre Adrão e Soajo e vice-versa, que o Quatro olhos andaria por ali, escondido nuns cortelhos. Se fossem aqueles cortelhos seriam, de facto, um bom esconderijo! Hoje, aqui, sentado no meu computador, apeteceu-me tentar retratar esta caminhada de sonhos, não concluída. Haverá outra, sei lá quando, mas a rigor!

 

 

Quando, farto de andar com a cabeça no ar à procura de nada, virei à Branda da Murça e senti uma frescura amena ao entrar nestas árvores. O calor e a sede, minavam-me por dentro

 

 

Aqui, à sombra fiz várias tentativas para prosseguir viagem mas, os telemóveis, nas nossas Montanhas Lindas, são uma decepção. Fiquei neste Purgatório um tempinho, numa frescura agradável e o céu só chegou com uma cervejinha frsca, vinda dos Arcos

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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18
Ago11

À Conquista de Soajo

Luiz Franqueira - Ventor

À conquista de Soajo, ao redor de Adrão mas, longe da Pedrada!

 

 

A Casa do Souto, em Soajo

 

Longe da Pedrada, longe das minhas fontes, nas alturas. Da Fonte da Naia, da Fonte do Muranho, da Fonte da Corga da Vagem, das minhas alcatifas preferidas!

Sempre achei que as minhas alcatifas preferidas, são aquelas que são constituídas pelas carrascas floridas, pintadas de rosa, pelas carquejas, pelos fetos verdes, pelas ervas que dão ânimo às rainhas das montanhas, pelas urzes ...

Tão perto e tão longe de tudo!

 

 

A Casa do Souto, em Soajo

 

Mas não foi chita!

Estive nas Fontes, na minha Parnaso!

Ali, mais uma vez, só eu, o meu Quico e as Ninfas das Fontes. Ali, como em todos os pontos das minhas Montanhas Lindas, sinto-me sempre acompanhado! Apenas, uma égua garrana e o seu filhote, mais um ou uma companheira das suas caminhadas e duas vacas que rumavam à Cascalheira, comendo e, mais um ou outro pássaro, os meus companheiros chascos, eram os únicos seres vivos que fizeram companhia, naquela jornada, ao Ventor.

 

 

Uma bota galega para transportar bebidas, a botelha galega

 

Vi Adrão da Barreira para baixo, vi Adrão da estrada para a Peneda e depois para Paradela e, no último dia, vi Adrão enquanto descíamos a Quelha da Costa até ao sítio da volta. Olhei os caniços, a velha latada e, lá mais longe, observei a Coroa dos meus amigos Caturnos, o Marco d'Além, o Gondomil, observei a zona da Corga Grande, o Penedo do Osso, o Picoto, a Férrea, cumprimentamos a Teresa do Valente e, sem mais, desisti de atravessar o Cabo do Eido, de olhar a janela dos meus sonhos, atravessar o Eirado, em frente da nossa Capela, dirigir-me para Outeiros ou para a ponte, seguir pelo Carril até ao Portinho d'Além e, observar as libelinhas sobre as águas do rio a dançarem para mim.

 

 

Uma cabaça de Soajo, para transportar bebidas. Bem mais frágil que "la botelha galega"

 

Já passeei por Adrão, de noite, sonhando, numa noite de chumbo com o meu cavalo Antar, sem ver ninguém. Só no fim, num retorno apressado e barulhento desde o Carril, as pessoas, talvez por receio, fizeram ranger as portas nos gonzos e acabei por ver nitidamente o meu pai, a minha mãe e algumas pessoas a caminharem para mim mas que não deu para as identificar! Desta vez, bem acordado, com o coração a pulsar, deixei na Teresa do Valente, a mãe dos filhos do meu primo Diogo, o beijo que partilhará, mesmo que não o saiba, com toda a gente de Adrão. Foi uma mensagem, ... de um sonho. Sim, porque também concretizei um sonho! O sonho de ver uma das suas filhotas, a Rosa, que já não via há muitos anos, devido a andarmos perdidos pelos cantos dos nossos mundos.

 

 

Canastros de Soajo ou espigueiros, vistos da casa do Souto

 

Mas, o fenómeno persiste! Caminhar em redor das minhas Montanhas Lindas e sonhar! Sonhar com realidades passadas, sonhar com possibilidades de realidades futuras, sonhar sempre com a minha gente, com os meus sítios, ...

Mas olhei a Senhora da Peneda, em Soajo, na festa de Nossa Senhora das Dores, vi o Seu casarão, na Peneda, comi o bacalhau com broa, no Miradouro, em Castro Laboreiro.

 

 

A mó invertida de um moinho, para servir de mesa, para os grelhados

 

Continuo a ver Paradela de passagem pela estrada ou de Lindoso, passei pela Várzea, pela Ponte da Barca, pela Senhora da Paz, pelos Arcos, ... ao lado dos Malinos, com o ribombar dos seus bombos, os acordes das suas concertinas, tudo isto porque nos Arcos também havia festa e, tudo terminou depressa!

No regresso, almocei cabrito, em Ponte de Lima, lanchei pão-de-ló, em Arouca, subimos à serra da Freita que atravessamos fazendo passear os nossos olhos pelas suas paisagens deslumbrantes, a perder de vista e, pelos seus céus, sobre as nossas cabeças, passeou uma águia que, procurando lanche, apressadamente, cumprimentou o Ventor. Prosseguimos até ao local da frecha da Mizarela, onde as águas que rolavam, em precipício, lançando-se das alturas, sobre o rio Caima, gritavam, saudando o Ventor.

 

 

Uma poupa, companheira de uma caminhada disparatada do Ventor, que pretendia ir a pé para Adrão. A poupa bem avisou o Ventor! Com esta canícula, sem água, sem chapéu, sem caminhos, sem cajado, seria um disparate, porque o Ventor tentou fazer a encosta, frente à Açoreira! A poupa era penteada pelos pinheiros e o Ventor pelas giestas

 

Mas, desta vez, a beleza de Soajo, permaneceu a meu lado, pelo cair da noite e pela chegada da alvorada, por terras do Souto, com os cânticos dos pássaros. Dali, rolando rumo ao Mesio, a Adrão, os girassóis sorrindo ao sol da manhã, se perfilavam, saudando Apolo e Ventor que, mais uma vez, se encontravam juntos em redor das suas Montanhas Lindas.

Nessa caminhada de seis dias, por Soajo, sob as suas latadas, recordo-me que não "roubei", aos soajeiros, um único bago de uvas para matar saudades. Para mim, foi como se, quando entrei na noite de sábado, na Igreja de Soajo, bem como no domingo de manhã, não tivesse visto perfilados, de ambos os lados, todos os santos que, conjuntamente, com a Senhora das Dores, iriam participar na sua festa.

 

 

Mas, depois de um  bacalhau com broa, em Castro Laboreiro, matei a sede, na nascente das Fontes

 

Eu sei, eu sei! Não precisava de ser tão puritano. Não seria pecado tirar um bago de uvas para provar as uvas das velhas latadas de Soajo. Mas caminhei por Soajo, na sua conquista. Talvez melhor, reconquista!

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas flores e, escolho para as representar a primeira de todas, as ericas...

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... e depois esta Gentiana azul, esta bela flor azul, aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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