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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


19
Ago15

Rumo à Pedrada, Agosto de 2015

Luiz Franqueira - Ventor

A caminhada da alegria!

 

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Depois de subir a Portela, as Lameiras e caminhar nos horizontes da Corga Grande, caminhamos na Naia, rumo à sua fonte, entre fetos de que tenho sempre saudades

 

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Depois de subirmos ao Alto da Derrilheira e rumar à Corga da Vagem, fitamos os olhos na Pedrada de onde não saem tão depressa. Seguimos pela Corga da Vagem até às Forcadas, onde em tempos houve uma fonte e hoje, não a vemos. Torcemos à esquerda, iniciando a nossa última subida

 

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Por fim, o Marco Geodésico da Pedrada. Aqui observamos em volta, tudo o que há para ver, até perder de vista e, gloriosamente, dizemos: chegamos! Este é o nosso marco

 

Em 13 de Agosto de 2015, tentamos ir à Pedrada mas a chuva  não nos deixou. Fomos apenas até Adrão e, tal como há mais de meio século atrás, caminhamos, por ali, à chuva. Desistimos e voltamos para os Arcos! Com chuva e nevoeiro, não vale a pena ir à Pedrada. Sem paisagens nada interessa. Mas no dia 15, no sábado, saímos de Arcos de Valdevez, rumo à Pedrada, o local mais alto da serra de Soajo, conhecida nos meandros militares por Outeiro Maior. É o Outeiro Maior na zona e é, certamente, além de maior, o mais lindo. Como costumo dizer, não podemos subir à Pedrada sem ser a olhar para trás. Olhando para trás, nós vemos o nosso mundo! Foi ali que tudo começou.

 

 

Subir à Pedrada.

Podem ver aqui, clicando na imagem, em cima, fotos da nossa caminhada, a nossa caminhada de sonhos

 

Partir de Adrão ou de outro lado qualquer, o objectivo é alcançar a Pedrada, objectivo esse que pretendemos repetir sempre que possível, desde o tempo em que caminhávamos de cueiros.

Eu adoro a Pedrada! Quando passo a Derrilheira, fico com a Pedrada pendurada no nariz e nunca mais a largo, mesmo coxo, como já me aconteceu.

 

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Mas antes de chegarmos à Derrilheira, de treparmos pela Corga da Vagem, de nos colarmos ao Marco da Pedrada, temos uma paragem obrigatória no Muranho, onde observamos o seu Poulo, os seus Cortelhos e bebemos na sua Fonte

 

Iniciamos a subida sob a ameaça de chuva mas lá fomos. Tivemos uma belíssima cadela a esperar-nos na Portela e, mais acima, nas Lameiras, esperavam-nos os abutres.

Os meus companheiros de caminhada não ouviram mas, eu ouvi bem. Vamos Ventor, nós sabemos que tu não vais ficar para trás. Eles subiram connosco. Das Lameiras até à Pedrada, houve sempre, um, dois ou mais, a caminhar, voando, sobre as nossas cabeças.

 

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Pelo caminho fomos observados pelos abutres e observámo-los a eles. São uma bela companhia que pela segunda vez nos acompanharam, serra acima e serra abaixo

 

Houve sons que eu ouvi e cheguei a pensar que seriam os abutres mas estou mais inclinado para as corsas. Só vi uma e ela ou outras chamavam para caminharem juntas. Também encontrei no terreno, mensagens de javalis. Eles escreveram no Poulo do Muranho e noutros locais mas, especialmente na Corga da Vagem, as suas mensagens para o Ventor. Entre outras mensagens, aquela que me dizem que a nossa serra é linda mas com sol. Procuramos raízes Ventor que não servem para ti mas, para nós, são belíssimos petiscos, tal como as castanhas de Entre-os-Outeiros. Temos de aprender a sobreviver na tua serra, Ventor, na nossa serra.

 

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No Muranho e na Corga da Vagem, li as notícias escritas, no terreno, pelos javalis. Só eles e eu nos entendemos e sabemos, com mais alguns, como é linda a nossa serra

 

Para já, só faltam e creio, nunca mais haverão, ursos na serra de Soajo, de resto está lá tudo, como noutros tempos. Lobos, javalis, corsas, ... e, no dia em que os incendiários forem enforcados nas árvores a arder, eles sentir-se-ão no mundo que lhes pertence, a eles e a nós. Os lobos não os vimos mas eles deixaram-nos as suas mensagens que só podem ser interpretadas por outros lobos que, como o Ventor, adoram a sua serra.

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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06
Set13

Com a Pedrada à Vista

Luiz Franqueira - Ventor

Pois foi. Em frente e lá fui!

Consegui desenterrar-me da sombra saborosa com bastante dificuldade. Após algumas tentativas, vi-me à altura da rocha protectora. Às vezes temos necessidade de nos protegermos dos amigos. O melhor dos meus amigos, Apolo, o Senhor da Luz, sem querer, iria fustigar-me. Ele queria acompanhar-me e eu queria a sua companhia mas, ele sabe que eu só quero a sua companhia quando posso andar.

 

 

Ao sair da Derrilheira, logo de seguida, caminhei com os olhos na Pedrada. Mais à frente, consegui descê-los até à Corga da Vagem

 

Reiniciei a caminhada rumo à Corga da Vagem. Com dificuldades, mas lá fui indo, observando a paisagem e tentando encontrar a minha flor azul dos últimos anos - a gensiana das regiões alpinas. Estava um pouco desapontado porque não encontrava nenhuma. Por fim, lá observei a rapaziada observando a fonte e, certamente, já teriam bebido da sua água. Eu continuava a minha caminhada dolorosa. Aquilo que para mim costuma ser uma alcatifa maravilhosa, estava a ser uma tortura. A minha coluna torcia-se e retorcia-se a cada passada que dava. A dor era transportada para a minha coxa direita e, algumas vezes sondava a coxa esquerda. Só me faltava gritar mas com imensas dificuldades lá prossegui a minha caminhada da tortura.

 

 

Da Corga da Vagem caminhamos até às Forcadas e, dali, fotografei este amigo que nos ia observando, mais em cima, no rumo da Pedrada. Não fossem as carquejas e as urzes e julgar-me-ia em Moçambique

 

Mas restou-me a alegria de voltar a ver a Pedrada. Alguma vez será a última e eu espero que, desta vez, ainda não o seja. Eu tinha um projecto para, se estivesse bom tempo, ir à Pedrada duas vezes, uma delas na companhia dos meus amigos e a outra, possivelmente, à lobo solitário. Mas eu não posso fazer projectos. Tenho de fazer à moda antiga. Levantar o nariz, olhar o horizonte e pôr-me em marcha.

Desta vez, à chegada à Fonte das Forcadas por lá estavam os abutres. Tirei umas fotos a um pousado. Não ficou bem porque me enganei no programa da máquina mas sempre notamos ser uma abutre. Quem é que tira uma macro a um abutre a tal distância? A minha coxa não me deixava andar nem pensar devidamente. Quando a hora era de gritar, fotografava abutres! Iniciamos a subida e deparamos com o motivo de tal revoada de abutres - uma vaca morta.

 

 

O Eira-Velha já tinha conquistado o seu castelo, que pelos anos fora ia observando dos lados da sua Cavenca. Não é a mesma coisa observar ao longe e pisar o local com os nossos pés. A partir daí está conquistado

 

 

O Luis Perricho lá estava mais uma vez, no cimo das ameias mas, desta vez, tinha a sua bandeira primária na recepção - a bandeira de Soajo - a bandeira do nosso berço

 

 

O rei António, não está sentado no seu trono da Seida mas está sentado no topo do seu castelo, como sempre gosta de fazer

 

Custou-me muito fazer aquela subida. Só o prazer de lá me encontrar atenuou tanta dificuldade. Porém, lá me encontrei frente a frente com o nosso marco e os meus companheiros de caminhada a triturá-lo com o olhar. Umas fotos em volta e não me atrevi a acompanhá-los ao Palácio da Dourada. Eles foram ao palácio e eu fiquei a apanhar moedas. Ganhei um 1, 75 € por ter ido à Pedrada. Foi quanto encontrei no chão da alcatifa rapada da Pedrada mas eles ganharam mais do que eu pois foram ao Palácio da Dourada.

 

 

As rainhas das montanhas e os garranos são parte integrante da belelza das nossas Montanhas Lindas. Um dia, sem elas, pouco nos restará da Pedrada

 

Eu fui descendo rumo ao Olheiro do Avô, sempre seco, como em todos os Agostos. Haviam algumas vacas num poulo mais abaixo para animarem a nossa caminhada mas, muito pouco gado, este ano. Quanto a gado, para mim, 2009 foi o melhor dos meus últimos anos pela serra de Soajo. Torcemos à esquerda, rumo à Corga da Vagem. Comer à sombra da urze, e beber na sua fonte é sempre uma praxe!

Sentado no chão, pensando porque ainda não tinha encontrado uma única das minhas belas gensianas, comecei a procurar. "porque raio não encontro uma única das minhas florezinhas azuis"?

O Eira-Velha olhou e apontou uma perto dele. Ali era a única mas teria de haver mais!

 

 

A minha flor linda - a gensiana. Uma flor alpina que embeleza as minhas Montanhas Lindas. Esta foi descoberta pelo Eira-Velha, do lado oposto à fonte da Corga da Vagem. Foi a primeira do dia que embelezou o nosso salão do almoço

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas flores e, escolho para as representar a primeira de todas, as ericas...

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... e depois esta Gentiana azul, esta bela flor azul, aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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