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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


28
Ago11

Garrano, um Cavalo para os Deuses

Luiz Franqueira - Ventor

Isso mesmo! Para os deuses e para o Ventor. Vamos elevar o cavalo garrano a Património Nacional.

O cavalo garrano, poderia ser, sem sombra de dúvidas, um cavalo para os deuses!

Um dos santuários dos cavalos garranos, situa-se nas minha Montanhas Lindas - Soajo e Gerês, mas eu não vos falo dos garranos do Gerês e de outros santuários como o da serra da Cabreira e dos galegos. Nestes últimos santuários, podemos ver os garranos movimentar-se com o mesmo brio dos da serra de Soajo mas, na serra de Soajo, o Ventor e os garranos fizeram-no em forma de partilha. Por isso, é destes que eu vou falar-vos, porque a serra era nossa.

 

 

Tu és garraninho, um prícipe dos deuses que querem manter belas as nossas Montanhas Lindas

 

Para mim, uma das maravilhas que dão beleza às minhas Montanhas Lindas, sempre foram os garranos e como descobri que os garranos iriam ser candidatos a Património Nacional, candidatura apresentada, em Setembro, resolvi partilhar com todos aqueles que não conhecem os garranos ou com todos aqueles que já ouviram falar deles, pedaços da minha vida junto desses belos animais que, dizem os sabidos, já por cá andam há milhares de anos e, possivelmente, os meus amigos da Gruta de Altamira e outras, também fizeram deles objecto das suas obras de Arte Rupestre, nos tectos das suas grutas.

 

 

Em redor das nossas Montanhas Lindas ou nos seus topos, vós, garranos, juntamente com as rainhas das montanhas (vós sois os reis), são as belezas do nosso mundo a perder-se

 

Certamente, também o Dom Fuas Roupinho, nas encruzilhadas das suas lutas, terá montado garranos nas suas cavalgadas sem fim, pelas planuras alentejanas, tal como, quando eu era criança, os homens "grandes" de Adrão e de outros lugares, o faziam quando, montados na beleza do seu garrano ou garrana, se chegavam ao Primeiro de Soajo, as célebres feiras do primeiro dia do mês.

Um garrano não será um mustang das pradarias americanas, nem um lusitano ou um dos belos símbolos reais de Alter. Um garrano é um garrano! E, por isso mesmo, uma beleza!

 

 

Mas eu sei que há quem não goste de vós e que, segundo as informações televisivas, dos últimos tempos, até a tiro vos têm morto. Talvez egoístas que apenas querem as estradas para eles

 

Ele caminha com primor pelas Montanhas Lindas do Ventor e, as visões das suas imagens, entre as rochas graníticas, as urzes e os fetos, as árvores de florestas frescas, como em Lamas de Mouro e outras, bem como as suas corridas nos horizontes dos cabeços da sua existência, tornam-se memoráveis para quem tem o privilégio de partilhar, junto deles, essas montanhas fabulosas.

Caminhar entre garranos, semiselvagens, selvagens ou mesmo domesticados, é um privilégio que nem todos têm e eu sinto-me orgulhoso de partilhar junto, com os garranos e as rainhas das montanhas, as belezas dos nossos horizontes.

 

 

A beleza de uma mãe a proteger o seu filhote e do seu filhote a proteger-se, junto da mãe

 

Por tudo isso, achei uma bela ideia, a candidatura do garrano a Património Nacional e aqui deixo o meu apoio como sei, tentando falar-vos das maravilhas dos garranos (como tenho feito nos meus posts), deixando os pormenores técnicos para os especialistas. Falar da Morfologia do garrano, da sua forte participação no turismo e desporto, no  factor económico, como animal de tiro etç., isso será feito, certamente, na apresentação da candidatura mas, o que me parece realmente interessante, é a possibilidade de essa candidatura melhor vir a ajudar na preservação dos garranos, animais em vias de extinção, pois segundo afirmam os especialistas, a sua existência actual, rondará entre 1.500-2.000 animais.

Também temos de levar em consideração que a defesa do garrano interage com a defesa do lobo. Não podemos defender o lobo sem defender os garranos porque as duas espécies vivem num ecossistema de montanha, reduzido, praticamente ao Minho e seus arredores da Galiza.

Desde 1994 que a raça garrana foi classificada ameaçada pelo Centre d'Etudes et de Recherches pour l'Économie et l'Órganization des Productions Animales (CEREOPA) sediado em Paris.

 

 

Eu vivo, hoje, convosco, as alegrias de outros tempos que ainda permanecem no meu cérebro. Tanto fizemos juntos por uma simples côdea de pão de milho. Por isso, nunca esquecerei a vossa beleza!

 

Calculo que, se o garrano não for devidamente protegido, dentro de pouco tempo, atravessar a Naia, subir ao Muranho e à Pedrada, rodar pelo Mesio, pelos montes da Gave e da Aveleira, por Lamas de Mouro e não ver garranos, deixará de fazer grande sentido pois esses montes perderão muito da sua beleza original.

Defendamos os garranos, como as cabras selvagens, os lobos e, todo o animal que torna o nosso mundo mais belo. Por isso, o garrano a Património Nacional, já!

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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21
Set06

Adrão - Outono

Luiz Franqueira - Ventor

Se estou bem informado, é hoje que começa o Outono de 2006.

O Outono é uma das quatro estações que se atravessam no nosso caminho.

Eu já vos enjoei com um dilúvio de fotos sobre as minhas Montanhas Lindas, mas vai haver muitas mais, embora, com uma apresentação mais soft.

No entanto tenho poucas fotos das minhas belas montanhas pelo Outono e as poucas que tenho dão-me tanto trabalho a encontrá-las que desisto de as procurar. Tenho de fazer a festa, em termos de fotos, com antecipação. Mas também é o princípio!

  
 

Tapada de Paradela

 

Mas eis como os meus montes estão caminhando para as belezas de Outono que se aproximavam, en fins de Agosto. Olhando essas árvores que eu plantei em criança, tarda pouco e em volta do verde que a minha bela canecipe sempre apresenta, estarão implantadas as restantes cores matizadas de Outono.
 

O Outono é tempo de castanhas, tempo de castanheiros carregados, tempo de passear por baixo dos castanheiros e ouvir o barulho provocado pelos ouriços espinhosos na sua queda, esperando sempre que, por sorte, nehum deles se enfie na nossa cabeça. Até uma simples castanha que se desprenda do ouriço no cimo do castanheiro, esperamos que caia fora do ciclo que nós ocupamos.

 
 

Tapada de Paradela

 

Agora, numa perspectiva mais alargada, as árvores lá em cima e estas cá em baixo, vidoeiros, carvalhos e o meu castanheiro, acompanharão os fetos na palete do meu amigo Outono prontinho para dar as suas pinceladas.


Sempre gostei e continuo a gostar de ver os castanheiros: sejam lisos, sem folhas, como no Inverno; seja quando as folhinhas começam a rebentar, pela Primavera; seja quando as flores deixam a sua vez aos ouriços, pelo Verão; seja quando, pelo Outono fora, nos presenteiam com os seus belos frutos.
Adoro a Natureza e toda a beleza com que ela nos brinda e, que nem um druida, sempre que posso, presto a minha homenagem àquelas belas árvores que me acompanham pelas minhas caminhadas e, mais ainda, quando pelos meus montes.

 

 

Castanheiro na Tapada de Paradela  

 

Este é o meu castanheiro. Sim porque eu também tenho um castanheiro! Nem imaginam como se estava bem à sua sombra de fins de Agosto, bem como das outras lá em cima. Já não se estará tão bem quando as castanhas e os ouriços começarem a cair mais aí para diante.

 

Mas de uma coisa eu tenho a certeza. As minhas árvores são lindas todo o ano e só espero que as minhas castanhas façam bom proveito a quem as apanhar e as comer. Mas se um dia tiverem a oportunidade de passar pelas minhas Montanhas Lindas e verem estas minhas árvores vestidas com cores sublimes, lembrar-se-ão de como o vosso amigo Ventor tinha razão.

 

Mas, como evidentemente se poderão aperceber, haverá muitas outras que, nas zonas por onde os fogos não passaram, serão encanto de todos os viajantes, como estas aqui na zona do Mezio, no Gião, onde felizmente não arderam e onde as faias, os vidoeiros, os carvalhos, e muitas outras filhas do sol, cumprirão a sua função de embelezamento.

 

 

 

Estrada Mesio-Gião

 

Imaginem-se a passar neste estradão todo colorido, cheio de beleza infinita, mais ainda se subirem a encosta do monte Gião e olharem para baixo. Haverá sempre dias ideais para apreciar os belos coloridos que o Outono nos oferecerá na sua caminhada fresca ou fria, senão dias primaveris.

 

Mas haverão carvalhos como estes, em baixo, todos vermelhos, ou castanhos, ou amarelados, conforme o tempo de maceração e a espécie de carvalho, que olhados de longe, se pintados de tons avermelhados, não permitirão ver os garranos que vão caminhando junto deles.

 

 

 

Haverão muitas manchas espalhadas pelas belas montanhas do norte da cor destes garranos que se passeiam entre o Mesio e o monte Gião

 

Por isso, podem crer que o Outono, pelas montanhas do Norte tem forçosamente de ser lindo.

Depois tem toda uma cambiante de vida, não só de cores, que nos permitem dizer que é belo mesmo. São as esfolhadas (agora poucas, porque não há gente. Vão passar o Outono e o Inverno à América), são as vindimas, é a água-pé e o vinho novo, o cheiro do mosto perfumado que sai dos poucos lagares existentes (o meu já caiu), são os cagordos (cogumelos se preferirem), são os fumos que mais intensamente começam a sair das chaminés para cozinharem e aproveitarem para se aquecerem e muitas outras coisas! Os gados descem da serra e é preciso dar-lhes de comer, a sua ceia constituida por feno seco ou palha de milho, etç, etç.

A vida no Outono torna-se tão variada e tão intensa que tem mesmo de ser bela!

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas flores e, escolho para as representar a primeira de todas, as ericas...

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... e depois esta Gentiana azul, esta bela flor azul, aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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