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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


11
Out09

Uma Caminhada pelas Trevas

Luiz Franqueira - Ventor

Mais um sonho!

Sonhei mais uma vez com o meu gato Quico.

Foi um sonho muito esquisito, maluco, até, mas deve derivar de um conjunto de imagens e brincadeiras que ia tendo com o Quico e não só.

 

Eu dizia ao Quico que tinha de se portar bem, senão, quando voltássemos a encontrar-nos no Portal do Egipto, não voltaria a entrar comigo no Planeta Terra.

Por ali, pelo Portal do Egipto, onde os Faraós adoravam os gatos, entrávamos, saíamos, entrávamos, saíamos, e ...  por diante. Era sempre por ali, o nosso local de entrada e de saída!

 

Há tempos, interessei-me por um livro dos Templários, com o título de: "A Grande Aventura dos Templários" (da Origem ao Fim) de Alain Demurger.

 

Chegava, colocava música e, por vezes, colocava o livro junto do computador para ir lendo aos poucos e (ou) ouvir música. Ia à cozinha buscar uma bebida e, quando chegava, o Quico estava deitado sobre o livro! Ao olhá-lo, ele parecia-me tão bem que eu acabava por fazer qualquer coisa diferente para ele ficar sossegado. Ele gostava de fazer isso com este livro e eu limitava-me a achar-lhe piada. Parecia não querer que eu lesse o livro!

 

Eu olhava a capa do livro e dizia-lhe a brincar: "vês! Se calhar, seremos eu e o Antar"! Será baseado nessas brincadeiras com o Quico que me levou a mais um sonho?

 

Os Templários, como será mais que óbvio, já morreram todos (ou mataram-nos) e os cavalos brancos, pretos, castanhos, malhados, ou ... dos Templários, também. 

 

Mas como eu perdi o Quico, o anjo que o Senhor da Esfera mandou ao Planeta Azul sobre a forma de gato, cujo fio de vida foi cortado pela tesoura da Moira Átropos, agora passo o resto da minha vida a sonhar com ele. E, mais uma vez, devido a uns zum-zuns que acabei de ouvir sobre a pretensão de Marduk, aquele meu "amigo" de estimação, tive de voltar a sair pelo Portal do Egipto.

 

Neste sonho parti sózinho! Penetrei no Universo e fui colocar-me na fronteira entre a Luz e as Trevas, mas do lado das Trevas, local que os homens de Marduk temiam.

 

Pois foi assim !

Eu caminhava, rumo a sul, num sítio desconhecido, entre lindas árvores verdes, onde predominava o cheiro do láudano dos carvalhos e as nuvens brancas esvoaçavam para leste. Ao meu lado, de entre as árvores,  chegavam vozes que cuscuvelhavam ao verem-me passar. Dos cusculhos que os meus ouvidos registaram só fixei a seguinte frase: "vê lá tu o que aconteceria se o Ventor viesse a saber que o Marduk mandou apanhar o gato Quico para atirar com ele para o lado das Trevas, só para o chatear"!

 

 

O cheiro do láudano dos carvalhos ainda parece estar nas minhas pituitárias

 

Fiquei desaustinado! Dei mais umas passadas apressadas sobre as ervas, por entre as árvores e dirigi-me, correndo, a uma casa isolada no campo onde estava pendurado, numa trave, um equipamento de combate dos Templários. Como adivinhava que o meu combate seria à Porta das Trevas, pintei-o todo de negro e vesti-o! Só havia um local das Trevas por onde o Marduk seria capaz de atirar com o Quico e só o Marduk e eu, além do Senhor da Esfera e mais uns poucos sabíamos onde! Assim, todo vestido de negro e armado com uma poderosa espada reluzente que também escureci, penetrei no tal Portal do Egipto e atravessei todo o Universo colocando-me na fronteira da Luz e das Trevas mas, do lado escuro.

 

Ali, chegaram seres horrorosos, semelhantes a homens, que me viram entrar. Eram uns escroques que compunham as poderosa forças de Marduk, que com compridas lanças de metal começaram a esfuracar nas trevas para me espetarem no escuro, mas não me viam e eu, das Trevas para a Luz, controlava todos os seus movimentos. Quando a minha espada saía das trevas, só cortava cabeças. Mas eu estava só e os marduquistas, que nunca mais acabavam, estavam aterrorizados. Eles morriam tantos que, os sobreviventes, horrorizados, passaram a  esconder-se por trás de pequenas rochas onduladas que brilhavam na Luz intensa, mesmo à minha frente. De vez em quando perfilavam-se e atacavam ferozmente e eu, sempre a cortar cabeças!

 

De repente, dentro das próprias Trevas senti que algo se aproximava de mim! Os meus olhos nada viam, mas eu controlava uns ínfimos sopros de vida a aproximarem-se e, de repente, a minha espada virou-se para o local certo. Uma voz, quase surda, informou-me: «está quieto Ventor, já não estás só! Somos nós, o Mitonde e o Antar"!

Foi um momento divino, em que exaltei, mentalmente, o Senhor da Esfera por me proporcionar, uma satisfação imensa pelo facto de passar a ter ali, juntos comigo, dois velhíssimos companheios, das minhas caminhadas, em sonhos.

 

O Mitonde era ferreiro na Atlântida, e também o ferreiro do Antar, nesse tempo! E eu já não via o Antar desde que acompanhei a minha mãe até às Portas do Paraíso, quando partiu de uma bela visita que me fez, numa altura que eu caminhava, sonhando, pelo Curral das Cabras, rumo à Assureira. Junto às Portas do Paraíso, de uma beleza ímpar, a minha mãe mandava-me ir embora, regressar para onde pertencia e o Antar por trás das belas Muralhas, só me mostrava a cabeça e relinchava, correndo de um lado para o outro. Nunca esqueço este sonho.

 

E o Mitonde, prosseguiu: "camuflei o Antar de negro e coloquei-lhe umas ferraduras silenciosas, para não ser visto nem ouvido no escuro. Sabemos que há por aí muitos do Marduk"!

Depois o Antar continuou: « ... mas as minhas informações, não confirmadas, é que se trata de uma cilada feita pelas segundas linhas do Marduk, para vos fazerem lutar um com o outro e tornar tudo num desassossego. Seja como fôr, estou, junto de ti, para não permitirmos que o Marduk e (ou) os seus homens, retirem o Quico da Luz e também, se necessário fôr, para glorificarmos, mais uma vez, o combate da Luz sobre as trevas»!.

 

Eu tinha deixado de tentar pôr os olhos neles, porque não os via e procurava tudo o que se mexia no lado da Luz!

E o Antar continuou ... «A informção que tenho é que o Marduk não sabe nada do que se está a passar. Que o Quico está longe daqui, onde tu o deixaste e que está guardado por lobos que, tiveram a mesma informação que tu e, por isso, prontos para lutar contra todos esses marduquistas».

 

 

Podiam ser o Ventor e o Antar a sairem do interior das Trevas

 

Saltei para cima do Antar, disse ao Mitonde para guardar o Portal das Trevas, e nunca acreditar em nada à sua volta e mal entramos na Luz, eu montando o Antar, escuros como o bréu, só via fugas à nossa volta. Nenhum marduquista procurava defender-se! Eles ficaram todos horrorizados por nos verem juntos e fugiam para esconder-se em qualquer sítio.

 

Voltei com o Antar pelo Portal do Egipto e, de repente, vi-me a sobrevoar os mapas Google sobre o mar Mediterrâneo e a nossa costa Atântica, só começando a sentir-me com toda a naturalidade quando camihávamos sobre a serra de Arga, rumo à Pedrada, onde o meu Antar reduziu mais a  velocidade para pairarmos sobre a Corga da Vagem e, para me conseguir alegrar, fez uma paragem sobre o Alto da Derrilheira de onde via o meu mundo - o meu Berço!

 

 

Daqui, do Alto da Derrilheira, observamos tudo ao redor de Adrão

 

Lá longe, observei uns pontos minúsculos e o Antar, tão preocupado como eu, acelerou a marcha e levou-me sobre Adrão para os Montes da Assureira, onde, finalmente, lá nas Fontes, confirmei que os lobos guardavam o Quico. Era um circo de lobos com o meu Quico no meio e todos, observavam, a nossa chegada. Mas, a minha alegria foi tão grande que, quando ia dizer ao Antar para irmos buscar o Mitonde, acordei.

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

30
Set09

No Sítio do Quico

Luiz Franqueira - Ventor

 

 

Voltei a sonhar com o meu Quico, mas não o vi!

 

Os sonhos podem não ter explicações, mas creio haver sempre uma predisposição psico-somática que nos leva a isso. A sonhar!

 

Já passaram 5 dias sobre a morte do meu companheirinho de caminhadas lindas e ainda hoje me parece que ele anda aqui comigo. Tal como me aconteceu com o Rafinho, o meu coelhinho anão, está-me a ser terrível, meter na "corneta" que o perdi para sempre. Cada passada que dou, a prioridade é não pisar o Quico, é procurar o seu comer, a sua água e até julgo que nunca mais deixo de o ter à minha volta. É um duelo terrível entre a sua existência passada e a certeza de que o perdi.

 

Eu sei que adorei este gato, que foi um grande amigo e que tínhamos a nossa maneira habilidosa para falarmos um com o outro. Nós entendíamo-nos perfeitamente. Ainda há pouco tempo eu a brincar com ele lhe dizia que ele iria ecapar à turbulência cá de casa, e que iria resistir a tudo, por isso, eu  iria procurar alguém para ficar com  ele quando a Dona e eu resolvêssemos iniciar a caminhada final.

 

Ele parecia vender saúde e, de repente, cançou!

 

Não é por acaso que voltei a sonhar com ele! Dois dias depois, de o levar, dirigi-me às minhas Montanhas Lindas, em sonho, para o procurar. Achei que, se fosse lá, o via! Mas eu cheguei, cansei-me a procurá-lo por uma boa área em volta do seu sítio e, nada!

 

 

Estas foram as fontes que eu vi. As minhas Fontes

 

Já cansado, transpirado, todo sujo, cheguei à nascente das Fontes, onde ia beber água. Ali, encontrei duas mulheres muito lindas vestidas com vestidos pretos que se dirigiram para mim. Ao chegar junto delas, perguntei-lhes o que estavam ali a fazer, pois não me pareciam dos lugares em volta. Pois, por ali, vestidos negros, tão lindos, ninguém lhes dá uso. Elas eram muito bonitas e achei muito esquisito estarem por ali sòzinhas, pois não via mais ninguém.

 

Uma das duas mulheres chegou junto de mim e disse, sorrindo: "olá Ventor! Nós somos as Ninfas das Fontes, e velamos pelas suas águas e pelo Quico". Observou-me e disse: "estás muito cansado Ventor"!

 

«Estou! Estou cansado e sujo» - disse eu. «Estou farto de andar por aí às voltas a ver se vejo o Quico, pois estava convencido que o iria ver hoje»! Depois desanimado disse-lhes: «Não me podem mostrar o Quico»?

A mesma Ninfa, aproximou-se de mim, muito triste, e disse: "não, Ventor! Tu és um homem e o Senhor da Esfera não permite que tu vejas o Quico! Só um dia poderás voltar a ver o Quico e a brincar com ele. Mas não te preocupes, porque ele anda por aqui connosco"!

 

Olhei em volta e vi tudo tão natural como realmente é. Olhei o pequeno tanque de betão para reservar maior quantidade de água para os animais e, disse-lhes: «estou tão sujo! Se vocês não estivessem aqui, entrava naquele pequeno tanque e, se não me lavasse, pelo menos, refrescava-me».

 

 

Esta foi a parte moderna que vi no sonho! Queria entrar e refrescar-me!

 

"Não te preocupes que nós vamos dar-te banho! O Senhor da Esfera, isso não nos proibiu"! E, uma delas, a que permanecia calada, sorrindo, levantou os braços e colocou um biombo e um duche. Eu entrei, despi-me, meti-me debaixo do chuveiro, muito bonito, comecei a mulhar-me e, de repente, faltou a água.

 

«Então a água já acabou»? - Perguntei eu!

"Não Ventor, vais ter muita água"! - Disse a ninfa faladora.

Ela levantou os braços, apontou-os à Fonte e a água começou a jorrar sobre mim.

Depois de me lavar bem lavado, a que estava sempre calada, só tinha sorrisos, estendeu-me uma toalha muito bonita mas, semelhante àquela onde embrulhei o meu Quico.

 

«Vocês roubaram a toalha ao Quico»?

"Não, Ventor! Essa toalha é outra! É semelhante àquela onde trazias o Quico embrulhado só para te recordar que nós estivemos presentes, embora tu não nos conseguisses ver"!

 

«Bom, se não posso ver o Quico, vou-me embora. Obrigado pelo banho».

A sempre sorridente e conversadora, disse: "vai Ventor! Vem aí muita gente visitar o sítio do Quico, mas ninguém o vê e depois vêm todos beber água nesta nascente".

 

Então, a ninfa muda, pois nunca falou comigo, fez-me uma festa no queixo, sorrindo, e, a sua companheira faladora, levantou o braço, sorriu e acenou-me, desaparecendo as duas ao mesmo tempo, no local da nascente.

Eu comecei a ouvir a algazarra de pessoas que se dirigiam à nascente para beber água, mas só vi uma velhota aproximar-se, tendo todas as outras ficado para trás, junto do sítio do Quico. Olhei a velhota já tão cansada e acordei sem ver as outras pessoas ...

 

Levantei-me, fui à cozinha beber água com muito cuidado para não pisar o Quico e, como me certifiquei da realidade, não vendo os seus comedouros, nem a sua água, fiquei por ali a limpar as lágrimas, caladinho. 

 

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas flores e, escolho para as representar a primeira de todas, as ericas...

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... e depois esta Gentiana azul, esta bela flor azul, aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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