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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto.


Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz.


Se quiserem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts e blogs. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho.



Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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Aqui nasce o rio Adrão


Das melhores coisas da minha vida, foi caminhar no rio de Adrão. Até aos 15 anos e depois, à medida que por lá ia passando. Nesses tempos eu caminhava no meu rio como caminho hoje por muitos trilhos limpos.

 

O rio Adrão nasce aqui e vai perder-se enleado em matagais sem fim


13.09.23

Rosa Martins


Ventor

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Rosa Martins Cortez 

Deus chegou à conclusão que estava na hora de a levar para junto d’Ele. Temos de aceitar, pois é assim que está escrito (mesmo que a gente não leia) nas leis da Natureza. Vamos uns atrás dos outros. Mas todos nós deixamos pegada. 

Ela foi minha madrinha quando tinha 18 anos. Quando eu era pequeno e se zangava comigo, dizia-me: “e levei-te eu ao colo para Soajo sem deixar que ninguém te pegasse”! 

Mas a nossa zanga era sempre curtinha. Apagávamos a candeia, mas acendíamos logo a luz. Quando eu tinha quatro-cinco anos, já eu queria montar a rola, uma égua que seu pai tinha. Fazia-me a vontade e quando eu caía da égua, parecia que o mundo acabava ali para os dois. Ela gritava e eu limpava o pó das roupas. Como tenho dito, nossa Senhora da Peneda esteve sempre junto de mim. Vamos ver até quando. 

Ainda hoje sinto as mãos dela quentinhas a aquecer as minhas! Naqueles tempos em que os frios galegos, muito secos, quase nos faziam cair as orelhas e o nariz. Ela metia as mãos nos bolsos e aquecia-as e eu, que nunca parava, parecia que desafiava os frios à bofetada. Agarrava-me as mãos e dizia: “ai meu filho que tu gelas”! Pegava-me nas mãos com as dela e parecia-me que as metia numa fornalha. 

Quantas histórias eu teria para contar dos nossos primeiros 15 anos de Adrão! 

Agora, só peço à Senhora da Peneda que me ajude a chegar até ela e segui-la até à sua última morada. A morada que ela escolheu para que o seu corpo fosse ali colocado junto do seu marido, do seu pai e da sua mãe. 

Que Deus a tenha a seu lado madrinha.


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente