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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto.


Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz.


Se quiserem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts e blogs. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho.



Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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Aqui nasce o rio Adrão


Das melhores coisas da minha vida, foi caminhar no rio de Adrão. Até aos 15 anos e depois, à medida que por lá ia passando. Nesses tempos eu caminhava no meu rio como caminho hoje por muitos trilhos limpos.

 

O rio Adrão nasce aqui e vai perder-se enleado em matagais sem fim


25.08.20

Corga da Vagem-2020


Ventor

Saímos do Muranho e subimos até junto da Derrilheira. Dali dirigimos-nos à Corga da Vagem outro sítio que serve de "mala-posta"! À nossa direita, por cima, seguiam umas vacas com três vitelos, rumo à Corga da Vagem. Nós colocamos as garrafas de cerveja e água naquele belo frigorífico, enterradas naquele lameiral, deixamos as mochilas e dirigimos-nos à Pedrada. A nascente da Corga da Vagem tinha alguma água mas não estava em condições de beber.

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Corga da Vagem em 10.08.2020

Ao atravessar a corga para o lado oposto verificamos que estava seca. Os torrões estavam no seu lugar mas sequinhos. Mais acima a corga tinha alguma água estagnada que sobrevivia entre torrões. As vacas terão bebido dessa água quando passaram para o lado contrário. Durante muitos anos que caminhei pela Pedrada nunca encontrei a Corga da vagem nesse estado. Sempre com água em todo o seu leito. Quando observamos a nascente do muranho, nada fazia supor que a Corga da Vagem estaria naquele estado de secura. No Muranho a água saía com a força que todos os verões têm permitido.

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Corga da Vagem em 10.08.2020

Será uma tristeza se um dia vermos a nossa serra sem água. Creio que então, o país será um Sahel.

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Corga da Vagem em 10.08.2020. Havia aqui e ali uns charquinhos de águas estagnadas que ainda ia matando a sede aos gados.

Depois dessas fotos, subimos à Pedrada, à procura da hipotética obra dos romanos.


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente

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