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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Lobo na serra de Soajo

Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim

17
Ago17

Cerdeiral

Luiz Franqueira - Ventor

 

Cerdeiral é um nome, em Adrão.

Cerdeiral era um nome especial para mim. Chegava, olhava ou espreitava e via o seu belo pinheiro no meio do prado de feno. Aquela imagem verde, de copa redonda, estava ali plantada há muitos anos e, há cerca de 64 anos, entre os 64 e os 60, ele lá estava, o nosso fornecedor de pinhões. Os mais velhos começaram a levar-me a mim e eu fui levando outros. Entre 1952 e 1956, caminhei pelo Sr. da Paz, na nossa escolinha e, não sei como aprendi, como outros, o caminho para o Cerdeiral mas, de vez em quando, íamos aos pinhões.

 

Nas minhas visitas a Adrão, eu ia olhando o pinheiro do Cerdeiral e recordando, no meu olhar, as suas pinhas penduradas nos seus ramos, como pérolas muito especiais. Era um monumento, para mim, aquele pinheiro.

 

 

Este era o pinheiro do Cerdeiral

 

Há dias, em mais uma das minhas caminhadas pelas saudades das minhas Montanhas Lindas, paramos no Senhor da Paz. Apeteceu-me subir o cruzeiro do Senhor da Paz e observar Bordença e os seus montes, a Assureira e todos os montes em redor de Adrão. Quanto mais olhava mais forte o meu coração batia.

 

O meu amigo António Amorim quis ir comigo e, aposto que o seu coração queria acompanhar o meu. É nestes momentos que damos valor a um berço e sabemos para que ele continua a servir. Lá em cima, no cruzeiro, podemos observar quase tudo em volta e à medida que a nossa cabeça roda e se inclina para olhar lá em baixo os fundos da Assureira, ali ao lado Bordença, pertinho o nosso cemitério e lá em cima o Alto da Derrilheira, neste balancear, sentimos-nos mesmo dentro de um berço. Por isso, considero que onde nascemos, teremos sempre o nosso berço.

 

Quando saímos do nosso primeiro berço tentamos levantar-nos, vamos tacteando, agarramos-nos às saias das nossas mães, tentamos afastar-nos mas, voltamos às saias. É o que nos acontece pela vida fora. O nosso berço está ali! Eu falo por mim. Depois de olharmos o nosso berço, eu e o António fizemos subir os nossos olhos sobre a nossa velha escola e o Senhor da Paz, montanha acima até à Derrilheira mas demos por uma falta no nosso berço. Olhamos aquele prado de feno no Cerdeiral e faltava o seu monumento, o seu belo pinheiro. A mancha verde não estava lá! Havia apenas um prado rapado e um amontoado de troncos secos. Ali jazia, para sempre, o grande pinheiro do Cerdeiral.

 

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O pinheiro do Cerdeiral não era apenas um pinheiro. Ele acenava-me e contava-me histórias

 

A Rosa "Caneira", ainda minha prima, é assim que Adrão a conhece, disse-me: "tive de o cortar Luis, o último fogo deu cabo dele. Secou e podia cair por cima de mim ou das vacas. Tive de corta-lo. O nosso pinheiro morreu"!

Aquele pinheiro, para mim era parte da beleza do nosso berço. Quando os meus olhos passavam pelo Cerdeiral, rumo ao Alto do Lombo, tropeçavam numa gravura de um pinheiro emoldurada com uma parede de rochas. Agora ficou só a moldura.

 

Tudo morre. Os meus olhos, se voltarem a fazer mais alguma caminhada pelas montanhas de Adrão, continuarão a subir rumo à Derrilheira, olharão a moldura e, haverá uma última vez mas, estará sempre para eles essas imagens do passado e o grito de um pinheiro - «olá, Ventor»!

 

 

 

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira


Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas


O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais


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O lobo-ibérico

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso


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Esta Gentiana azul, esta bela flor azul, apareceu na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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