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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto.


Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz.


Se quiserem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts e blogs. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho.



Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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rio adrão.jpeg

Aqui nasce o rio Adrão


Das melhores coisas da minha vida, foi caminhar no rio de Adrão. Até aos 15 anos e depois, à medida que por lá ia passando. Nesses tempos eu caminhava no meu rio como caminho hoje por muitos trilhos limpos.

 

O rio Adrão nasce aqui e vai perder-se enleado em matagais sem fim


13.01.10

Adrão e a Neve


Ventor

A neve que não mais vi!

Já há muitos anos que não vejo imagens reais de Adrão com neve. Ma esta é a 2ª vez que um amigo que ainda não tenho o prazer de conhecer pessoalmente, apenas virtualmente, me brinda com imagens virtuais das minhas montanhas lindas cobertas de uma alvura caída do céu.

Uma foto de Adrão tirada do lado da Coroa, talvez a caminho da Peneda e Castro Laboreiro, como em 2006  

 Mais uma foto de Adrão tirada do mesmo local

Uma foto do Senhor da Paz cheio de neve

Neste local, no Senhor da Paz, passei 4 anos de sonhos. Aqui, brincando na neve, sonhava ser grande! Neste local, tremendo de frio, à espera de entrarmos para a escola, último edifício do lado esquerdo, as brincadeiras obrigavam-nos a aquecer. "Meninos, não deixem a neve entrar para o calçado, senão ficam com os pés molhados"! Esta frase era repetida todos os anos perante a neve. Mas nós corríamos a bom correr! Dávamos tombos na neve, especialmente, quando ela começava a gelar.

O nariz vermelho do frio quase nos caía, as pontas dos dedos ficavam rochas e quantas vezes não tínhamos a certeza se as orelhas ainda estavam ligadas ao caco!

Mas, mesmo assim, a neve não passava de um belo divertimeno. 

Uma foto tirada ao cruzeiro do Senhor da Paz, o local onde a prossição, em dia de festa, vai dar a volta

Nesses tempos, não se via uma casa daqui! Apenas a primeira. Mas, nós, com neve ou sem neve fazíamos sempre as nossas caminhadas de cerca de 15 minutos, de casa para Eixão (local da escola) e, depois, mais 15 da escola para casa, sem grandes sacrifícios porque tudo era feito nessa corrida de vida, a que chamamos brincadeiras.

Uma foto da branda de Bordença, com neve, mais uma imagem de sonhos

Eis Bordença, coberta de neve. Quando o clima modava de repente, de neve para chuva, o rio de Bordença parecia o início de um dilúvio, quando esses montes lançavam a neve quase junta nas suas corgas que a canalizavam para o rio.

Mais uma vez, amigo Belmiro, agradeço-te por te lembrares que eu ando por aqui sem ver os meus montes pintados de branco.

Obrigado pelas tuas fotos.


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente

2 comentários

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    Ventor

    13.01.10

    Já vi a tua galeria no Flickr, Flávio. Eu já tinha visto há algum tempo atrás, mas não sabia que eras um familiar do meu amigo Belmiro. É difícil conseguir amigos virtuais, mas o Belmiro é um deles.
    Devem ter passado um dia lindo, pelas minhas (nossas) Montanhas Lindas pintadas de branco. Mas não se esqueçam que se a neve gela, aquilo torna-se demasiado perigoso.
    É preciso muito cuidado andar por lá com gelo e não é preciso muito tempo para que isso possa acontecer. Mas quando as montanhas estão vestidas de branco e com sol, aquilo é mesmo lindo. Eu já estive no cabeço do monte, de onde tiraram as fotos de Adrão, eu e outro que está em Paris, e parecíamos dois cães nas peugadas sos nossos parentes, os lobos. Eles caminharam no cabeço antes de nós, mas um a observar um lado da encosta e o outro a observar o outro. As patadas de um indicavam que ele vasculhava a encosta do lado de Adrão e as do outro indicavam que vasculhava a encosta contrária.
    Juntaram~se no Fojo, quando na estrada deixamos de ver Adrão e rodamos em direcção da Peneda.
    Obrigado pelas fotos.
    um abraço,
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