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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto.


Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz.


Se quiserem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts e blogs. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho.



Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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rio adrão.jpeg

Aqui nasce o rio Adrão


Das melhores coisas da minha vida, foi caminhar no rio de Adrão. Até aos 15 anos e depois, à medida que por lá ia passando. Nesses tempos eu caminhava no meu rio como caminho hoje por muitos trilhos limpos.

 

O rio Adrão nasce aqui e vai perder-se enleado em matagais sem fim


14.08.06

Adrão está a arder!


Ventor

Ontem à noite, enquanto escrevia sobre a minha caminhada, o telefone tocou.

Quando o telefone toca, nem sempre as notícias são boas. Primeiro pediam-me para ligar o Canal I. Já não vi nada. Estava só em casa e raramente vejo televisão. Tenho pó a canais que dão touradas! (Lamento muito amigo, pois sei que muito esforço fazes para levares àvante esse canal).

Mas deram-me a informação essencial. Os bombeiros que tentavam apagar o fogo de Arcos de Valdevez que já durava seis dias (seis dias!), estavam concentrados em Adrão! Depois o telefone continuou a tocar: «Ventor, Adrão está arder! Vai arder tudo Ventor, o fogo já chegou à Barreira. A casa do Emílio foi salva no último momento. A seguir vinha a do primo Manel. O Jack veio agora de lá, diz que se viram aflitos para tirar os animais cercados pelas chamas e voltou a sair parecia um doido».  

Há esquerda desta imagem, 10 a 15 Kms, toda a área florestal do Mezio, terá ardido tudo

Parecia um doido? Pois não havia de parecer! Ele adora aquilo. Nasceu na América, de momento está em França e veio passar férias e ver as nossas Montanhas Lindas. Era aquele pequenino que ouviu a mãe dizer mal de tantas pedras que haviam pelos caminhos depois de ter passado anos nos passeios cimentados de New Jersey.

Essa primeira casa foi defendida do fogo por milagre. Nesse espaço fica a base de 300 homens que tudo tentaram para aniquilar aquele incêndio e nem sequer foram capazes de o circunscrever

«Malditas pedras, já não estava habituada a vocês». "Cala-te mãe, não digas mal das pedrinhas tão bonitas  do nosso Portugal"! Era a primeira vez que via a terra de seus pais. Agora, já um homem, estava preparado, à espera,  para subir comigo à Pedrada, mas o terror tomou conta de tudo. Andaram a tentar salvar animais e deisseram-me agora, por telefone, que morreram muitos. As vacas e os garranos escondiam-se do calor nas sombras das florestas do Mezio e em locais aprazíveis onde ouvesse água e árvores. Soube agora que o fogo ainda não foi circunscrito e que está a arder toda a montanha ao norte de Adrão. Isto, nunca aconteceu antes desde que eu me lembro de fogos que por lá têm havido.

Quer isto dizer que o desleixo atingiu este país no seu máximo. Ninguém quer saber de nada! Para limparem as bermas das estradas ficam à espera que as dificuldades dos pó-pós lá passarem seja o estímulo da ordem. E isto num Parque natural!

Que mais dizer? Sabem quantas palavras malévolas há na cabeça de uma pessoa? São exatamente as que eu tenho neste momento para aplicar a todos os pulhas que têm responsabilidades por estes acontecimentos. Sempre houve incêndios, mas uma coisa destas nunca se viu nas montanhas em volta de Adrão!


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente

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