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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto.


Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz.


Se quiserem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts e blogs. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho.



Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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rio adrão.jpeg

Aqui nasce o rio Adrão


Das melhores coisas da minha vida, foi caminhar no rio de Adrão. Até aos 15 anos e depois, à medida que por lá ia passando. Nesses tempos eu caminhava no meu rio como caminho hoje por muitos trilhos limpos.

 

O rio Adrão nasce aqui e vai perder-se enleado em matagais sem fim


23.05.06

Adrão - A Terra


Ventor

Olá, Belmiro!

Está feita a correcção. Por acaso tinha reparado no erro quando testei o link, mas recebi um telefonema a pedir-me ajuda para testar uns e-mails e depois passou-me. Mas não há problema, porque continuo a gostar dela, seja tua seja do teu irmão Francisco. Diz-lhe que deve continuar a colocar "coisas" aí (como fotos, por ex:) porque as gentes de Soajo gostam de ver "coisas" sobre a terra que os viu nascer, estejam por aqui, estejam no fim do mundo. E por esta janela, olhando as fotos, olham-se os montes, os rios, as flores, os cabeços, os horizontes de outrora e até ficam com o testemunho de que o meu amigo Apolo não se esqueceu deles e que, afinal, continua a iluminar o seu torrão natal. 

Gosto muito da página «Fotopoética do Soajo - Portugal», do teu irmão Francisco, mas não esqueças que foste tu que ma deste a conhecer e penso que muita gente gostará. Por isso a coloco aqui, para que as gentes de Adrão, de Soajo, de Vilar Soente e quem mais caminhe por cá, saibam que o amor pelas suas terras existe noutras partes do Mundo. As cachoeiras, os horizontes das suas montanhas, os amarelos do tojo e das giestas, os fenos dos prados que as águas arrastam sobre as pedras musguentas dos rios e as belezas das minhas lindas carrascas rosadas são belezas que, como diria o José Homem de Melo, tal como o «S» de Soajo, não podem ser perdidas.

Eu sou do tempo em que o «S» de Soajo chegou a ser dançado na Televisão, a velha RTP e ninguém melhor que o Homem de Melo falava, saberá hoje falar dessas coisas e mais ainda de coisas esquecidas. Talvez porque, hoje em Soajo, já ninguém dança o «S»! Se calhar, nem o Vira, nem a Canaverde, nem a Chula, mas eu sou suspeito, porque não passo de um filho degenerado! Como tu dizes, o mês de Agosto é o mês de matar as saudades e, se calhar, o tempo não chega para dançar, seja o que for.

Os emigrantes da 1ª geração terão tempo para beber uns copos, para retirar as teias de aranha daquilo que terá sido a sua adega, beber uma cerveja ou fazer rodar a malga, mas os da 2ª geração e, se calhar, terceira, continuarão a pensar nas calçadas paralelipipédicas ou nos lancis de cimento das suas novas vilas e cidades à espera que o tempo passe. É assim que tudo morre!

Tens nessa página, velhos companheiros do Ventor, como os garranos e a vaquinha, uma daquelas a que um filho da França e de Portugal (com base em Adrão), olhando com olhos que sabem ver, chamou de "Rainhas da Montanha"! E não posso esquecer a abalada do meu amigo Apolo por cima dos montes do Mesio. Certamente, quando abala, deixará cair uma lágrima, com saudades das traquinices do Ventor. 


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente

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