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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

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Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto. Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «Contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz

Se querem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho

10.10.18

Feijocas ou feijão-da-espanha


Ventor

Há coisas que não devemos deixar morrer! Não sou tipo de feiras, passo-me nas feiras! Por isso, quando meto feiras, devo acertar pouco. Será por isso que nunca encontrei feijocas? Não gosto e pronto! Normalmente quem gosta de feiras, salvo as devidas excepções não gosta de caminhar nos cabeços das serras só ou acompanhado. Por lá nunca tem muita gente. Eu, como não gosto que me pisem os calos, prefiro arrebentar botas na Pedrada.

Se há coisas que me agradam na nossa culinária, é este feijão grande, os bacões (ou bacons), feijão-de-sete-anos, feijão-da-espanha, feijão-trepador, feijão-flor, feijoeiro-escarlate, feijoca e sei lá os mais nomes que lhe chamarão pelas extensões que Portugal deixou pelo mundo.

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Olhem como é linda esta ilustração. O feijão em cima, à direita, parece um feijoeiro que dá pneus. Chega a atingir 4 metros de altura. Em baixo, à direita, está representado o feijão ainda verde

Eu gosto de todos os feijões mas a feijoca é para mim muito especial desde pequenino. Quando a minha mãe me dizia: «Luiz, vais buscar o bacons à horta», eu ficava todo contente porque era uma coisa que eu gostava. Para mim era uma verdadeira especialidade qualquer que fosse o modo de apresentação no prato mas, quando era no cozido à portuguesa que a minha mãe e a minha tia Joaquina faziam, era ouro sobre azul.

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Belos feijões da feira de Almoçageme - Colares

Há dias, calhou em conversa falar nas feijocas a uma vizinha e ela, na feira de Almoçageme, na zona de Colares, vio feijões grandes e pensou que seriam os feijões de que eu lhe tinha falado. Comprou um quilo deles e ofereceu-mos, essa especialidade na foto

Por isso, como não havia fotos condignas na Net, pedi, no Facebook, se me arranjavam uma foto como as feijocas de Adrão e um amigo de Vilar de Suente enviou-me a dita foto, em baixo. Claro que há várias espécies de feijocas, umas maiores, outras mais pequenas, brancas, pretas e essas maiores na foto, tal como eu as conheci.

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O feijão-da-espanha ou feijocas (Phaseolus coccineus - 70 espécies), na imagem, são as nossas feijocas e são tão saborosas que eu nunca as esqueci. Como há quem não os conheça, resolvi falar neles não me esquecendo de agradecer a foto ao meu amigo Manuel Fidalgo de Vilar de Suente


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente