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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

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Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto. Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «Contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz

Se querem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho

18.03.18

Eido


Ventor

Eido, uma palavra que só usei quando era pequeno. Hoje vejo que, na Wikipédia, me diz que é um género de traça pertencente ao género Agonoxenidae, uma família de insectos da ordem Lepidoptera e que contém apenas quatro espécies em todo mundo. Parto do princípio que isto esteja certo mas, se não estiver, também pouco importa para o que eu pretendo.

Vemos que é um animal voador semelhante a muitos que me levam algum tempo a fotografa-los ou a tentar.

O meu eido é outro! Chama-se lugar de Adrão, na serra de Soajo. Recordo que, nesses tempos, estivessemos onde estivessemos, a canção cantada era sempre a mesma quando a hora chegasse. "Vamos para o eido"!

Para onde vais? Vou para o eido! Então vou contigo.

O Google diz-me que eido é o curral, o quintal, ... o ...

Penso que já vi, algures, que "eido" tem o significado galego de lugar e tem toda a lógica que seja assim. Quando eu digo que vou para o eido não estou a dizer que vou para o curral, para o quintal. Estou a dizer que vou para casa para comer e dormir se for no fim do dia ou para comer (almoçar) se for uma passagen intermédia. Na Assureira e Boedença também há currais e nunca ouvi dizer às pessoas outra coisa que não fosse: vou para Bordença ou vou para a Assureira. Nunca diziam, vou para o eido! Só o inverso é que era verdadeiro. Por isso, concluo que eido é o sítio definitivo onde temos o espaço necessário para fazermos a nossa vida normal. Onde fazemos o caldo, onde dormimos, onde temos a nossa base principal. É a nossa casa, o nosso lugar. Neste caso, o meu eido, era o Lugar de Adrão, não era o curral, nem o quintal.


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente