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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço


Lobo na serra de Soajo

Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


13.01.10

Adrão e a Neve


Ventor

A neve que não mais vi!

Já há muitos anos que não vejo imagens reais de Adrão com neve. Ma esta é a 2ª vez que um amigo que ainda não tenho o prazer de conhecer pessoalmente, apenas virtualmente, me brinda com imagens virtuais das minhas montanhas lindas cobertas de uma alvura caída do céu.

Uma foto de Adrão tirada do lado da Coroa, talvez a caminho da Peneda e Castro Laboreiro, como em 2006  

 Mais uma foto de Adrão tirada do mesmo local

Uma foto do Senhor da Paz cheio de neve

Neste local, no Senhor da Paz, passei 4 anos de sonhos. Aqui, brincando na neve, sonhava ser grande! Neste local, tremendo de frio, à espera de entrarmos para a escola, último edifício do lado esquerdo, as brincadeiras obrigavam-nos a aquecer. "Meninos, não deixem a neve entrar para o calçado, senão ficam com os pés molhados"! Esta frase era repetida todos os anos perante a neve. Mas nós corríamos a bom correr! Dávamos tombos na neve, especialmente, quando ela começava a gelar.

O nariz vermelho do frio quase nos caía, as pontas dos dedos ficavam rochas e quantas vezes não tínhamos a certeza se as orelhas ainda estavam ligadas ao caco!

Mas, mesmo assim, a neve não passava de um belo divertimeno. 

Uma foto tirada ao cruzeiro do Senhor da Paz, o local onde a prossição, em dia de festa, vai dar a volta

Nesses tempos, não se via uma casa daqui! Apenas a primeira. Mas, nós, com neve ou sem neve fazíamos sempre as nossas caminhadas de cerca de 15 minutos, de casa para Eixão (local da escola) e, depois, mais 15 da escola para casa, sem grandes sacrifícios porque tudo era feito nessa corrida de vida, a que chamamos brincadeiras.

Uma foto da branda de Bordença, com neve, mais uma imagem de sonhos

Eis Bordença, coberta de neve. Quando o clima modava de repente, de neve para chuva, o rio de Bordença parecia o início de um dilúvio, quando esses montes lançavam a neve quase junta nas suas corgas que a canalizavam para o rio.

Mais uma vez, amigo Belmiro, agradeço-te por te lembrares que eu ando por aqui sem ver os meus montes pintados de branco.

Obrigado pelas tuas fotos.

As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra da Peneda, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos seus sonhos e são, também, as montanhas da sua gente