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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma rola brava entre pombos torcazes. Quando vejo uma rola brava, vejo Adrão!

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Lobo na serra de Soajo

Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim

22
Jul07

Tomás e Maria, em Adrão

Luiz Franqueira - Ventor

«Levou tempo, mas o Ventor lá conseguiu»!

 

Será este o pensamento do Tomás, tanto tempo à espera para ver as fotos que ele, a irmã, o pai e a mãe, andaram a tirar pelos meus trilhos sagrados. Sim, porque os incas tinham os seus "Trilhos Sagrados" lá por Machu Picchu, e eu também tenho os meus.

Se os incas tinham o seu vale sagrado do Unamambo, eu também tenho o meu vale sagrado "o vale do Curral das cabras".

 

 

Este era o caminho que levava o Ventor para a Assureira e o trazia

 

Foi em Abril que os meus "pilantrinhas" foram conhecer os trilhos do Ventor. Eles conheceram a minha escolinha e o espaço onde cresci enquanto aprendia o a, e, i, o, u. Aí o Tomás terá ficado estupfacto ao apreciar aquele pequeno edifício, fabuloso para o Ventor e compará-lo com a grandiosidade do sítio onde ele aprende, hoje, o seu a, e, i, o, u. Que mundos tão diferentes, dirá! Subiram ao Cruzeiro do Senhor da Paz e de lá desencantaram tudo aquilo que encantou o Ventor!

 

 

Este era o caminho que levava e trazia o Ventor para a sua escola do Senhor da Paz

 

Daquele cruzeiro ele pôde observar a grandiosidade das montanhas do Ventor, comparadas com as da linda serra onde vamos comer os nossos  travesseiros. A beleza duma debruçada sobre o mar, chorando a sua solidão e a beleza rude de todos aquele montes maravilhas que se tentam segurar uns aos outros na sua união sagrada através dos tempos telúricos, sempre esperando pelo Ventor.

 

 

O Porto d'Além! Este é o caminho que leva o Ventor ao Marco d'Além, às Fontes, a Paradela...

 

Terá ficado espantado quando o pai lhe mostrou a Assureira do Ventor e a sua beleza selvagem e infinita enterrada no meio de matagais sem fim e a tentar dar o braço aos seus lindos carvalhos a começarem a vestir as suas novas roupagens. Um dia mais tarde, se chegarem a caminhar por ali com o Ventor, aprenderão a destrinçar mundos tão distintos, tão diferentes e tão belos, mas nunca terão a oportunidade de passar todas as estações na sua caminhada em volta de Apolo, ano após ano, para apreciar a diferença de belezas sem fim.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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05
Jul07

Marco d'Além

Luiz Franqueira - Ventor

Nos montes frente a Adrão, fica o Marco d'Além.

 

 

O Marco D'Além

 

Quando os raios do meu amigo Apolo  começavam a despedir-se de nós, trepando esses montes, as moças de Paradela começavam a perder o brilho, nas festas de Adrão. Quando eu era ainda uma criança, ouvi esta cantiga que nunca mais esqqueci:

 

Lá se vai o Sol ao Alto,

Metido numa panela.

Lá se vai o brio todo,

Das moças de Paradela.

 

Foi assim que, uma vez, quando eu era ainda criança, vi terminar uma festa em Adrão. Tudo começava quando o meu amigo Apolo fazia deslizar o seu manto a partir do Marco d'Além rumo ao Alto do Gondomil.

 

Mas o Marco d'Além, não se limitava a dar início ao fim do brilho das moças de Paradela. Era muito mais que isso. Ele era o relógio de Adrão!

Nas festas, o sol subia o monte e marcava o início das retiradas de todos que ali se tinham deslocado para se divertir ao som da fanfarra, da gaita galega ou dos alti-falantes de Santa Marta de Portuzelo.

 

 

O Marco D'Além parece o guardião de Adrão

 

Todos os dias o Marco estava presente na cabeça de todos. Ele era determinante no dia a dia das gentes de Adrão, especialmente dos mais velhos. Ele fazia o papel de um relógio de sol. Em tempos de chuva não havia preocupações em cumprir com o estratagema do Marco. Era assim, assim!

Mas em dias de sol, ele determinava tudo!

 

"Onde vais"?

«Vou pôr o pote ao lume para fazer o caldo. Já lá vai o sol ao Marco»!

Era nessa Altura que começava o "Final Countown"!

 

Até parece que era nesse momento que as galinhas começavam a pensar no poleiro.

 

Quando eu tentava brincar mais um pouco, pois para a criançada havia sempre mais um pouco para as brincadeiras, lá vinha a voz autoritária da minha mãe:

"vai buscar as vacas, Ventor, pois já vai o sol ao Marco"!

E, ao Ventor, nada mais restava que obedecer, pois o "final countdown" chegara. Olhava e via que, realmente, o sol já ia ao Marco e estava tudo dito!

 

 

É assim que se vê Adrão do Marco D'Além

 

O Ventor gritava: «espera Apolo, espera»! Mas Apolo não lhe obedecia.

"Corre, Ventor, corre. Não posso esperar! Se espero morre tudo"!

«Oh, Apolo, amigo da onça, sobe os montes mais devagar»!

 

Mas Apolo não queria saber. No seu rang, rang, preparava-se para passar o monte do Gondomil, o horizonte mais alto frente a Adrão. Aí, o sol deixara de ir ao Marco, mas ia ao Alto (do Gondomil) e aí já nada havia a fazer a não ser acelerar.

As vacas estugavam a passada, as cabras desciam rumo à Barreira, mais apressadas, as galinhas iam-se empoleirando e,saindo dos telhados de Adrão, os fumos davam o sinal que tudo, em casa, acelerava também.

 

 

Ou assim! Todas as janelas ou portas de Adrão estão viradas para o Marco!

 

Quando o Ventor chegava a casa, já não se ouviam os có-có-ró-có-cós das galinhas. Vinha o sossego, o silêncio, o caldo quente, o calor do lume, o descontrair de mais uma caminhada, o terminar de mais um dia. O petróleo alumiava pouco e o melhor era dormir, pois a manhã seguinte não demorava e traria novo bulício.

Quando os raios de Apolo tocassem o Alto da Derrilheira, tudo iria recomeçar.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira


Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas


O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais


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O lobo-ibérico

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso


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Esta Gentiana azul, esta bela flor azul, apareceu na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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