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Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Adrão e o Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão, nas suas encostas, é o meu berço

Nasci em Adrão e, desde muito novo, iniciei as minhas caminhadas pela minha serra - a serra de Soajo. Em 2009 ouvi falar de uma cruz que tinha sido colocada no Alto da Derrilheira. Numa caminhada realizada com os meus companheiros e amigos da serra de Soajo, Luiz Perricho, António Branco e José Manuel Gameiro, fomos recebidos no nosso mais belo Miradouro como mostra esta foto.


Algumas das vacas da serra, receberam-nos e, na sua mente, terão dito: «contempla Ventor, mais uma vez, toda esta beleza que nunca esqueces. Este é o teu mundo e é nele que o Senhor da Esfera te aguarda». Tem sido sempre assim, antes e depois da Cruz.


Se quiserem conhecer Adrão, Soajo e a nossa serra, podem caminhar pelos meus posts e blogs. Para já, só vos digo que fica no Alto Minho.



Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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Caminhando por aí
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Ventor entre as Flores

rio adrão.jpeg

Aqui nasce o rio Adrão


Das melhores coisas da minha vida, foi caminhar no rio de Adrão. Até aos 15 anos e depois, à medida que por lá ia passando. Nesses tempos eu caminhava no meu rio como caminho hoje por muitos trilhos limpos.

 

O rio Adrão nasce aqui e vai perder-se enleado em matagais sem fim


12.05.06

Adrão - O Paraíso


Ventor

Reparem nestes lugares e, enquanto os observarem, deixem as águas correr para Mombaça!... falar de lugares mesmo que obscuros e insignificantes, é sempre uma beleza. E eu gosto de lugares insignificantes, porque são mais parecidos com o Paraíso, no tempo em que o Senhor da Esfera o mandou guardar pelos Querubins. Esses lugares, insignificantes para muita gente, podem ter grande significado para quem gosta de observar a Natureza e de imaginar como seria o Paraíso de que a Bíblia nos fala. No meu caminhar, tenho encontrado pedaços desse Paraíso. Digam-me lá que o Paraíso não anda por aí. Porque existe mesmo!

Falar de lugares ...

 

 

 

Deixem que os musgos sobre as rochas e sobre velhos troncos das velhas árvores, enfeitem os vossos olhos!
Deixem que os perfumes dos lodos e dos carriços dos rios, lavados e regados por águas límpidas, enfeitem os vossos olhos!
Deixem que o meu amigo Apolo e seus amigos de caminhada sorriam ao ver as maravilhas que vão esculpindo à sua passagem para enfeitarem os vossos olhos!

Estas fotos foram-me enviadas pelo meu amigo Belmiro Xavier e elas servem para vos informar que o Paraíso ainda anda por aí e que, bem perto de nós, ainda há lugares muito belos.

Neste caso, nos rodapés da serra de Soajo!

Adão foi expulso do seu Paraíso, por ter comido a maçã. Eu não fui expulso por ter comido a maçã ou qualquer fruta, pelo musgo das rochas ou das árvores, pelas águas límpidas, pelo carriço dos rios, ... se calhar, fui expulso pelo escaravelho da batata!

Foi esse menino que me expulsou do meu Paraíso.
Por sua causa eu não me sento junto de uma dessas cachoeiras a ouvir a música das águas que rumam ao seu destino cantando;
não vejo esvoaçar à minha volta as libelinhas azuis;
não vejo o guarda-rios na defesa do seu Paraíso;
não ouço a toupeira d'água dar os bons dias ao ventor;
não vejo a truta esguia a tentar furtar-se do meu olhar;
não sinto os odores dos seus perfumes perfeitos.

Ando por aqui a expiar os meus pecados, mas sei que estes lugares continuam a aguardar-me.

Quero caminhar mais uma vez, entre os carriços dos meus rios ...


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos meus sonhos e são, também, as montanhas de toda a minha gente

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