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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Lobo na serra de Soajo

Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim

10
Out18

Feijocas ou feijão-da-espanha

Luiz Franqueira - Ventor

Há coisas que não devemos deixar morrer! Não sou tipo de feiras, passo-me nas feiras! Por isso, quando meto feiras, devo acertar pouco. Será por isso que nunca encontrei feijocas? Não gosto e pronto! Normalmente quem gosta de feiras, salvo as devidas excepções não gosta de caminhar nos cabeços das serras só ou acompanhado. Por lá nunca tem muita gente. Eu, como não gosto que me pisem os calos, prefiro arrebentar botas na Pedrada.

 

Se há coisas que me agradam na nossa culinária, é este feijão grande, os bacões (ou bacons), feijão-de-sete-anos, feijão-da-espanha, feijão-trepador, feijão-flor, feijoeiro-escarlate, feijoca e sei lá os mais nomes que lhe chamarão pelas extensões que Portugal deixou pelo mundo.

 

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Olhem como é linda esta ilustração. O feijão em cima, à direita, parece um feijoeiro que dá pneus. Chega a atingir 4 metros de altura. Em baixo, à direita, está representado o feijão ainda verde

 

Eu gosto de todos os feijões mas a feijoca é para mim muito especial desde pequenino. Quando a minha mãe me dizia: «Luiz, vais buscar o bacons à horta», eu ficava todo contente porque era uma coisa que eu gostava. Para mim era uma verdadeira especialidade qualquer que fosse o modo de apresentação no prato mas, quando era no cozido à portuguesa que a minha mãe e a minha tia Joaquina faziam, era ouro sobre azul.

 

 

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Belos feijões da feira de Almoçageme - Colares

 

Há dias, calhou em conversa falar nas feijocas a uma vizinha e ela, na feira de Almoçageme, na zona de Colares, vio feijões grandes e pensou que seriam os feijões de que eu lhe tinha falado. Comprou um quilo deles e ofereceu-mos, essa especialidade na foto

 

Por isso, como não havia fotos condignas na Net, pedi, no Facebook, se me arranjavam uma foto como as feijocas de Adrão e um amigo de Vilar de Suente enviou-me a dita foto, em baixo. Claro que há várias espécies de feijocas, umas maiores, outras mais pequenas, brancas, pretas e essas maiores na foto, tal como eu as conheci.

 

 

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O feijão-da-espanha ou feijocas (Phaseolus coccineus - 70 espécies), na imagem, são as nossas feijocas e são tão saborosas que eu nunca as esqueci. Como há quem não os conheça, resolvi falar neles não me esquecendo de agradecer a foto ao meu amigo Manuel Fidalgo de Vilar de Suente

 

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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22
Set18

Soajo e os seus Sabujos

Luiz Franqueira - Ventor

Caminhei nas ruas de Soajo, em 14 de Setembro de 2018, a "fugir" ao calor. Fotografei a estátua da concha, o Eiró com o Poleirinho e a Igreja onde fui baptizado e fiz alguma aceleração por algumas das suas ruas.

 

E claro, pela segunda vez, deparei-me com este fiel amigo. Eu na rua e ele deitado nas escadas. Fotografei o seu companheiro de pedra e não só e, com uma grande calma apontei-lhe a máquina e fotografei-o.

 

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O meu amigo Sabujo de Soajo

Há amigos que de sabujos não têm nada

 

A posição dele foi sempre a mesma. Olhos fitados, em mim, a controlar os meus movimentos. Acenei-lhe várias vezes e mandei-lhe um beijinho com a mão na despedida. E ficamos amigos como dantes. É a segunda vez que o vejo. Nem um latido! Se calhar o dono estava na sesta e ele não o queria acordar, mantendo-se silencioso como o seu companheiro de pedra.

 

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O Sabujo de granito que na nossa serra de Soajo simboliza uma das alcatifas do Ventor

 

É este o belo Sabujo de Soajo, o cão que perseguia ursos, corsos, javalis e lobos, o cão dos Reis, o cão das montarias, o cão amigo dos seus donos, o cão que foi adoptado pelas gentes de Castro Laboreiro como se fosse um cão original daquelas terras mas continuará sempre a ser o cão Sabujo de Soajo. É com este olhar que ele faz a pergunta de guerra, no seu combate, entre nuvens de confusão: "friend or foe" (amigo ou inimigo)! Se disseres friend e não o fores, não o enganarás. Ele ataca porque lê nas pupilas dos teus olhos que lhe estás a mentir. E é também nessas mesmas pupilas que ele lê se és um amigo.

 

Ele viu que eu era o Ventor e que o Ventor é sempre um amigo de todos os animais. Não sei o nome dele mas o "Hello, Friend" é praticamente universal. Que sejas muito feliz na tua terra de Soajo, amiguinho.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira


Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas


O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais


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O lobo-ibérico

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso


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Esta Gentiana azul, esta bela flor azul, apareceu na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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