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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Eu nasci na serra de Soajo e Adrão é o meu berço. É um berço de granito e os lençóis são bordados com as mais belas flores de ericas, de carquejas, de urzes e muitas outras. Caminhem comigo e vejam

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

A foto do cabeçalho mostra uma creche de vitelos no alto da Derrilheira - serra de Soajo

Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar



Lobo na serra de Soajo

Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim

21
Jan19

Decisões de Risco

Luiz Franqueira - Ventor

Sei? Não sei? Ai se soubesse!

Pois! Ai se soubesse! Quando um dia decidi ir para a Força Aérea, toda a gente que me conhecia me tentou travar dessa decisão. A mais dura de todas foi a minha mãe. Eu era menor e precisava da sua assinatura para concretizar a minha inscrição na FAP mas ela não queria por nada. Achava que eu iria morrer por lá e, pronto, não era com a sua autorização que isso iria acontecer. Poderia morrer numa esquina qualquer mas nunca com a sua autorização. Alguém a convenceu que a vida era minha e ela não devia ser entrave às minhas decisões. Segundo me constou terá sido o meu amigo Armando, em Adrão, que a levou a não interferir na minha vida. Quase ia morrendo, realmente, na Força Aérea, mais de uma vez mas, de todas as vezes, seria morto por gente nossa, pelas hienas ou pela mamba negra.

 

A nossa vida, a minha, a vossa, a de todos, será sempre uma vida de riscos e, os meus riscos não existiram só na Força Aérea, onde arranjei os melhores amigos de sempre, durante 52 meses. Os riscos continuam e, agora, estão cada vez mais acutilantes. Fartei-me de caminhar pela vida fora. Fiz corridas e muitas caminhadas daquelas que eram sempre para chegar à meta. Há dias, numa passadeira electrónica, iniciei uma pequena caminhada que não acabei.

"Temos de parar, Sr. Luiz, por favor sente-se que vou chamar a Doutora".

«Mas eu não estou cansado e estou preparado para acelerar mais»!

"Não Senhor Luiz, terminamos, sente-se aqui por favor".

Era uma técnica simpática que só com o olhar não foi difícil convencer-me que algo estava mal. Disse-me que mais um bocadinho e cairia redondo. Apareceu a médica. Olhou os dados, completamente diferentes dos que ela tinha obtido na Ecocardiografia Modo 2D Modo-M c/Doppler. Senhor Luiz tenho de falar com a sua médica, por favor deixe-se estar aí quietinho que eu já volto.

«Ele que não se vá embora sem falar comigo. Quando estiver despachado lá em cima que venha e me bata à porta. Pelo menos deu para descobrir que não é só a minha médica que não quer que eu morra. Há lá mais 3 pessoas, todas mulheres, que não querem mesmo que eu morra. Só me resta esperar que a vontade dos outros que se vão intrometer também não queiram.

 

O resto não sei como vai ser mas espero que a vontade do Senhor da Esfera seja igual à minha e dê uma mãozinha àqueles que me irão "vasculhar" a máquina cardíaca. Como a Nossa Senhora da Peneda sempre foi minha amiga ajudando nas boas soluções dos riscos que tenho corrido, espero que me volte a ver mais uma vez quando eu passar na Portela de Cima, a caminho da Pedrada e acenaremos uma ao outro.

Se tudo correr bem voltarei para vos contar tudo, tintim por tintim.

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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10
Out18

Feijocas ou feijão-da-espanha

Luiz Franqueira - Ventor

Há coisas que não devemos deixar morrer! Não sou tipo de feiras, passo-me nas feiras! Por isso, quando meto feiras, devo acertar pouco. Será por isso que nunca encontrei feijocas? Não gosto e pronto! Normalmente quem gosta de feiras, salvo as devidas excepções não gosta de caminhar nos cabeços das serras só ou acompanhado. Por lá nunca tem muita gente. Eu, como não gosto que me pisem os calos, prefiro arrebentar botas na Pedrada.

 

Se há coisas que me agradam na nossa culinária, é este feijão grande, os bacões (ou bacons), feijão-de-sete-anos, feijão-da-espanha, feijão-trepador, feijão-flor, feijoeiro-escarlate, feijoca e sei lá os mais nomes que lhe chamarão pelas extensões que Portugal deixou pelo mundo.

 

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Olhem como é linda esta ilustração. O feijão em cima, à direita, parece um feijoeiro que dá pneus. Chega a atingir 4 metros de altura. Em baixo, à direita, está representado o feijão ainda verde

 

Eu gosto de todos os feijões mas a feijoca é para mim muito especial desde pequenino. Quando a minha mãe me dizia: «Luiz, vais buscar o bacons à horta», eu ficava todo contente porque era uma coisa que eu gostava. Para mim era uma verdadeira especialidade qualquer que fosse o modo de apresentação no prato mas, quando era no cozido à portuguesa que a minha mãe e a minha tia Joaquina faziam, era ouro sobre azul.

 

 

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Belos feijões da feira de Almoçageme - Colares

 

Há dias, calhou em conversa falar nas feijocas a uma vizinha e ela, na feira de Almoçageme, na zona de Colares, vio feijões grandes e pensou que seriam os feijões de que eu lhe tinha falado. Comprou um quilo deles e ofereceu-mos, essa especialidade na foto

 

Por isso, como não havia fotos condignas na Net, pedi, no Facebook, se me arranjavam uma foto como as feijocas de Adrão e um amigo de Vilar de Suente enviou-me a dita foto, em baixo. Claro que há várias espécies de feijocas, umas maiores, outras mais pequenas, brancas, pretas e essas maiores na foto, tal como eu as conheci.

 

 

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O feijão-da-espanha ou feijocas (Phaseolus coccineus - 70 espécies), na imagem, são as nossas feijocas e são tão saborosas que eu nunca as esqueci. Como há quem não os conheça, resolvi falar neles não me esquecendo de agradecer a foto ao meu amigo Manuel Fidalgo de Vilar de Suente

 

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a cadeira


Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas


O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo rezam as suas histórias e o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais


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O lobo-ibérico

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso


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Esta Gentiana azul, esta bela flor azul, apareceu na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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