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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


21
Set06

Adrão - Outono

Ventor

Se estou bem informado, é hoje que começa o Outono de 2006.

O Outono é uma das quatro estações que se atravessam no nosso caminho.

Eu já vos enjoei com um dilúvio de fotos sobre as minhas Montanhas Lindas, mas vai haver muitas mais, embora, com uma apresentação mais soft.

No entanto tenho poucas fotos das minhas belas montanhas pelo Outono e as poucas que tenho dão-me tanto trabalho a encontrá-las que desisto de as procurar. Tenho de fazer a festa, em termos de fotos, com antecipação. Mas também é o princípio!

  
 

Tapada de Paradela

 

Mas eis como os meus montes estão caminhando para as belezas de Outono que se aproximavam, en fins de Agosto. Olhando essas árvores que eu plantei em criança, tarda pouco e em volta do verde que a minha bela canecipe sempre apresenta, estarão implantadas as restantes cores matizadas de Outono.
 

O Outono é tempo de castanhas, tempo de castanheiros carregados, tempo de passear por baixo dos castanheiros e ouvir o barulho provocado pelos ouriços espinhosos na sua queda, esperando sempre que, por sorte, nehum deles se enfie na nossa cabeça. Até uma simples castanha que se desprenda do ouriço no cimo do castanheiro, esperamos que caia fora do ciclo que nós ocupamos.

 
 

Tapada de Paradela

 

Agora, numa perspectiva mais alargada, as árvores lá em cima e estas cá em baixo, vidoeiros, carvalhos e o meu castanheiro, acompanharão os fetos na palete do meu amigo Outono prontinho para dar as suas pinceladas.


Sempre gostei e continuo a gostar de ver os castanheiros: sejam lisos, sem folhas, como no Inverno; seja quando as folhinhas começam a rebentar, pela Primavera; seja quando as flores deixam a sua vez aos ouriços, pelo Verão; seja quando, pelo Outono fora, nos presenteiam com os seus belos frutos.
Adoro a Natureza e toda a beleza com que ela nos brinda e, que nem um druida, sempre que posso, presto a minha homenagem àquelas belas árvores que me acompanham pelas minhas caminhadas e, mais ainda, quando pelos meus montes.

 

 

Castanheiro na Tapada de Paradela  

 

Este é o meu castanheiro. Sim porque eu também tenho um castanheiro! Nem imaginam como se estava bem à sua sombra de fins de Agosto, bem como das outras lá em cima. Já não se estará tão bem quando as castanhas e os ouriços começarem a cair mais aí para diante.

 

Mas de uma coisa eu tenho a certeza. As minhas árvores são lindas todo o ano e só espero que as minhas castanhas façam bom proveito a quem as apanhar e as comer. Mas se um dia tiverem a oportunidade de passar pelas minhas Montanhas Lindas e verem estas minhas árvores vestidas com cores sublimes, lembrar-se-ão de como o vosso amigo Ventor tinha razão.

 

Mas, como evidentemente se poderão aperceber, haverá muitas outras que, nas zonas por onde os fogos não passaram, serão encanto de todos os viajantes, como estas aqui na zona do Mezio, no Gião, onde felizmente não arderam e onde as faias, os vidoeiros, os carvalhos, e muitas outras filhas do sol, cumprirão a sua função de embelezamento.

 

 

 

Estrada Mesio-Gião

 

Imaginem-se a passar neste estradão todo colorido, cheio de beleza infinita, mais ainda se subirem a encosta do monte Gião e olharem para baixo. Haverá sempre dias ideais para apreciar os belos coloridos que o Outono nos oferecerá na sua caminhada fresca ou fria, senão dias primaveris.

 

Mas haverão carvalhos como estes, em baixo, todos vermelhos, ou castanhos, ou amarelados, conforme o tempo de maceração e a espécie de carvalho, que olhados de longe, se pintados de tons avermelhados, não permitirão ver os garranos que vão caminhando junto deles.

 

 

 

Haverão muitas manchas espalhadas pelas belas montanhas do norte da cor destes garranos que se passeiam entre o Mesio e o monte Gião

 

Por isso, podem crer que o Outono, pelas montanhas do Norte tem forçosamente de ser lindo.

Depois tem toda uma cambiante de vida, não só de cores, que nos permitem dizer que é belo mesmo. São as esfolhadas (agora poucas, porque não há gente. Vão passar o Outono e o Inverno à América), são as vindimas, é a água-pé e o vinho novo, o cheiro do mosto perfumado que sai dos poucos lagares existentes (o meu já caiu), são os cagordos (cogumelos se preferirem), são os fumos que mais intensamente começam a sair das chaminés para cozinharem e aproveitarem para se aquecerem e muitas outras coisas! Os gados descem da serra e é preciso dar-lhes de comer, a sua ceia constituida por feno seco ou palha de milho, etç, etç.

A vida no Outono torna-se tão variada e tão intensa que tem mesmo de ser bela!

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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