Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


19
Abr08

Voltei a ser Pequenino

Ventor

Sim! Voltei a ser pequenino por alguns momentos. E caminhei nestes sítios, como outrora!

 

 

O ambiente era este, mas as belezas eram outras, num local que não consigo fotografar, junto ao rio

 

A nossa vida é, por vezes, muito estranha!

Ontem à noite, fechei esta janela que tenho aberta para o Mundo. Saí da minha cadeira, preparei-me e fui deitar-me.

Ao dirigir-me para o meu quarto, pareceu-me que me deram um esticão no roupão, mas como foi bastante em cima, concluí que o Quico, para fazer isso, teria de saltar. Peripécias destas já me aconteceram algumas vezes.

 

Procurei o Quico e verifiquei que estava deitado sobre a cama, junto da sua dona e tapado com a sua mantinha. Os dois dormiam profundamente.

Entrei no quarto, deitei-me e comecei a pensar no comentário da Loba, a Keila onde me diz:

 "tive a sensação de que caminhavas pelas estradas do Paraíso, meu amigo".

 

De facto, o que eu gostaria mesmo, seria transformar os nossos caminhos em estradas do Paraíso.

Continuando a levar em conta o comentário desta linda Loba, chego a entender, realmente que, caso haja estradas no Paraíso, elas terão de ser, forçosamente, feitas com flores e músicas. Músicas que terão de caminhar juntamente connosco, tal como as flores.

No meio de tudo isto, avaliando a hipotética existência das estradas do Paraíso, adormeci.

 

Adormeci, mas comecei logo a fazer mais uma caminhada. Desta vez, sonhando!

 

O céu era azulinho, o sol brilhava, o dia estava lindo e eu era um caçapinho muito pequeno. A minha mãe apareceu-me vestida com uma saia de cerguilha preta com rosas em roseiras na parte inferior da roda da saia e uma blusa branca de meia manga, também florida com uma fiada de rosas por cima, mais junto ao pescoço e outra por baixo com flores selvagens muito lindas. Pegou-me na mão e, mais uma vez, quis-me levar com ela!

Caminhamos os dois juntos, entre lindas flores, nos campos de feno do Curral das Cabras como nos tempos que eu não passava de um fedelho que já adurava aqueles sítios. Os perfumes eram os de sempre: cheiro a feno, a carvalhos (o láudano dos carvalhos) aquela substância pegajosa segregada pelas folhas dos carvalhos.

  

 

A beleza dos carvalhos

 

Lá ao fundo, no supé dos fenos, as águas do meu rio cantarolavam laudas às belezas que as envolviam, bem como à minha mãe e a mim, e do seio das flores saíam sons fabulosos que murmuravam à nossa passagem canções celestiais. À minha volta, os carvalhos eram frondosos, as cascas dos troncos dos vidoeiros branquinhas, mostravam-me filmes de outros mundos. A beleza era inigualável. Do céu, vinham as músicas e a minha mãe largou-me a mão e começou a levitar, acabando por subir rumo ao céu, caminhando sobre as notas das músicas.

 

Ao mesmo tempo que subia, estendeu o braço fazendo rolar a mão como se me quisesse fazer ver que, toda aquela beleza era para mim, e ia dizendo: "fica aí meu filho porque isto é lindo! Eu vou para onde pertenço, mas voltarei para passear contigo"!

 

Vi ela desaparecer levitando sobre os carvalhos e penetrar no azul do céu, abandonando-me mais uma vez. E foi assim que, por momentos, eu vivi aquela pequena caminhada num êxtase completo.

 

Voltei a acordar transpirado, com o Quico de pé, junto de mim, a olhar-me fixamente. Fiquei bem acordado extasiando-me com as vivências de uma caminhada, em sonhos.

Comecei a majicar e voltei a pensar nas estradas do Paraíso de que a Loba, a Keita, me falou. Pensei, então, que se a Loba visse as belezas que eu vi, no meu sonho, diria: «Isto sim! Isto é o Paraíso»!

 

Mas eu, mais uma vez, abandonei o Paraíso e voltei a caminhar nos trilhos da realidade.

Um beijinho para ti Loba e votos das tuas melhoras. Que tudo te corra bem.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

luis.jpg

Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

Ticas2.jpg

Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

Ticas1.jpg

Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

2017-09-15 14-22-58_0096.jpg

Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

16726778_eS0z4.jpg

Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

DSC03018.jpg

... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

Mais sobre mim

foto do autor

Posts recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.