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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


31
Dez07

Ano de 2008

Ventor

Como seria em Adrão?

 

Se fosse noutros tempos, como seria que eu faria a minha caminhada de fim de ano de 2007 e início do ano de 2008?

Simples. Muito simples!

 

Seria fim de ano. Seria tempo de trabalho. Sempre tempo de trabalho, mas não tempo de escola. Por isso, eu continuaria atrás das minhas vacas e a caminhada, nesse ponto, seria sempre o mais simples possível.

 

Controlá-las, só, ou com ajuda da   familia e amigos e, por fim, a saga de as ir buscar. Sem custos especiais se o tempo estivesse bom, com custos dolorosos se estivesse de chuva e frio. Especialmente chuva puxada a vento frio. Se por acaso estivesse de neve, seria uma brincadeira!

 

Depois de tudo arrumado, havia necessidade de pôr o programa em andamento. O programa era pre-estabelecido. Quantos e como? Quantos fazíamos parte do grupo que iria pedir as janeiras e como o iríamos fazer. Primeiro havia que assentar arraiais. Jantar (nós chamávamos cear) e, de seguida, preparar para a festa.

 

Era aquilo que, no meu tempo, se chamava a festa dos moços pequenos. Era mais pedir as janeiras do que cantar as janeiras! Pedir todos sabíamos fazer mas, cantar, tornava-se mais difícil! Por fim, pedia-se e cantava-se. Mas nós tínhamos um problema. Era o problema da cadeia! Cadeia de encadeamento de idades. A partir dos 14-15 anos, tudo se complicava. A miudagem começava a bater as asas, preparando-se para voos com destinos insondáveis. Todos sabíamos que era lá longe, mas não quanto! Ali a cadeia quebrava-se. No entanto, aqueles que ficavam, queriam dar continuidade à festa.

 

Vamos, então, pedir as janeiras!

 

A primeira vez que pedi as janeiras, teria cerca de 4-5 anos. Os moços crescidos foram pedir as janeirase nós tentamos imitá-los. Eu e um primo meu, mais velhinho uns meses, fomos a casa de uns tios nossos e resolvemos fazer a nossa cantoria:

 

«Oh, ti da casa,

somos cinco,

somos seis,

vimos-lhe pedir o reis»!

 

Isto não foi nada de especial! Mas demos origem a uma batalha lá em casa. O nosso tio, que nos achou muita piada, queria dar-nos a maior chouriça que tinha no fumeiro.  A nossa tia que nos achava muito pequeninos, achava que nos deviam dar uma chouriça pequena para nós não a arrastarmos pelo chão.

Foi o diabo mas trouxemos a grande. Quando íamos no caminho com o pitéu, arranjamos logo transportadora para ela e fomos pedir mais! Arranjamos mais umas duas e a minha irmã encarregou-se de nos tratar do pitéu!

 

 

Quem me dera os produtos de outros tempos

 

Mais tarde, já maiorzinhos, as festas das janeiras continuaram. Pedíamos as janeiras e arranjávamos sempre, uma mulher ou duas para nos fazerem o jantar. Pedíamos as janeiras de porta em porta e recebíamos os "sancos" dos porcos, chouriços, chouriças de carne e de massa, pedaços de presunto ou da pá e outras coisas. Tudo o que servisse para a nossa jantarada. Até dinheiro!

 

Normalmente a tradição éramos nós que a fazíamos! Era assim porque já tinha sido assim no ano anterior e porque outros também o fizeram em anos passados e assim, as moças, especialmente, as mais velhas, se encarregavam de fazer o nosso baile. Depois tínhamos a mania de emitar os homens, e o vinho não faltava e com ele a festa tornava-se mais animadora.

 

Eu ainda sou do tempo em que a minha mãe dizia assim: «se te embebedas levas uma tareia»! Sem mais.

 

O nosso almoço e jantar, no dia um do Ano Novo, era sempre o nosso belo e gostoso cozido à portuguesa. Tudo era bom. As carnes, as couves, as batatas, ... a festa! Valia a pena pedir as janeiras!

 

Hoje, os que podemos, acabamos o Ano Velho e começamos o Ano Novo sempre em festa. A festa é outra, mas não deixa de ser festa.

 

Para variar, quem quer vir comigo pedir as janeiras?

Vamos pedir as janeiras? Neste momento, cantar não posso, mas pedir, é só estender o braço com a palma da mão para cima e hoje é dia 31 de Dezembro de 2007! Hoje pedimos e amanhã fazemos a festa.

Vamos a isso e passem o primeiro dia do ano o melhor possível.

 

BOAS FESTAS PARA TODOS

BOAS SAÍDAS DE 2007

BOAS ENTRADAS EM 2008

 

ERGO A MINHA TAÇA À VOSA E À MINHA

 

BOM ANO

        

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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