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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


06
Out06

Adrão, Outeiros

Ventor

Adrão era uma aldeia e ainda é, que se subdivide em zonas fulcrais, assim nomeadas. cinco a saber: Cabo do Eido, Eirado, Outeiros, Ponte e Barreira.

De Outeiros tenho apenas uma amostra de fotos. O tempo nunca chega para nada!

Começo por vos apresentar a casa que foi de meus avós paternos, e creio, até, que foi nela que eu nasci, mas se não foi, foi pelo menos aquela onde eu passei os primeiros dias da minha vida. Especialmente com o meu avô. Foram poucos, cerca de dois anos de vida. Ora isso, não dá sequer para vos falar deles. Apenas sei que morreram com uma diferença de dias, um do outro. Nem sei qual morreu primeiro, mas creio que a minha avó não gostou de ficar só. Um dia vou ter tempo para espiolhar tudo isso.

 

 

A casa de Outeiros

 

Era assim que lhe chamávamos quando miúdos. Hoje, essa casa pertence, por herança, a um dos meus primos. Foi na porta da corte, que eu fiz a minha primeira tentaiva de vir a ser um grande comerciante, com apemas cerca de cinco anos.

Andava por ali um ferro-velho a tentar comprar ferros velhos enferrojados e, pelos vistos, um grande sacaninha ou, se calhar, parvo sei lá, que queria comprar ferros, porque tentou levar-me num negóscio escuro.

Encontrou-me a brincar nessa porta e perguntou-me se os meus pais tinham ferros velhos para vender e, ao mesmo tempo, espreitou para dentro da corte. Conseguiu levar as ferragens de um carro de bois e um arado por uns tostões, mas teve azar, porque não sei quem foi, disse-lhe que os ferros eram bons, e perguntou-lhe quem lhos tinha vendido. Ele disse que foi um rapaz, mas teve tanto azar que não havia rapazes na aldeia, àquela hora, com capacidade para lhe venderem ferros e menos ainda ferros em vias de servir, apenas enferrujados mas quase novos. Claro que foi desmascarado e nunca mais voltou a Adrão para comprar ferros!

 

 

Rego da água para as lavouras da Veiga  e de Outeiros

 

Do lado de cá, já com arranjos, fica outra casa que era de um meu tio avô, irmão do meu avô e ...

 

 

A tia Piedade

 

... fui lá encontrar esta senhora, a tia Piedade, uma bela amiga de sempre que me olhava mas não descortinava quem era. Mas dei mais umas passadas e encontrei nas escadas o meu amigo João, seu filho, que veio de França, passar as suas férias como faz habitualmente ao lado da sua mãe e família.

 

 

Ao virar da esquina, um pouco mais, fica o rio, de onde é desviada a água

 

Por baixo desse arco do Triunfo, passa o rego que se dirige para a veiga de Adrão e rega todas as terras por baixo da aldeia e, ...

 

 

Este é o caminho de ligação de Outeiros para o Eirado

 

... ele aí vai, passando por debaixo das casas e voltando a sair do outro lado onde, em tempos, nós quando crianças, esperávamos as crochas dos milhos que colocávamos pelo rego abaixo, desde o rio, e as esperávamos à saída.

No Verão, tempo de rega, era uma das nossas brincadeiras. Quando alguma mulher trazia milhos partidos para os vitelos, nós pediamos-lhe uma crocha e elas já sabiam qual era o objectivo. As melhores crochas eram as acabadas de nascer e começavam a abrir, a desenvolver-se.

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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