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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


21
Out08

Canto à Galícia

Ventor

Caminhando pertinho do céu, pelos cabeços das minhas Montanhas Lindas, eu recordo-me sempre dos tempos em que beijava o solo, em quedas aparatosas, quer em correrias hoje impensáveis, quer quando voava pela garupa dos belos cavalos garranos que, tal como eu, só tinham aquele mundo de urzes, fetos, tojos, carrascas (as belas ericas), ervas, granitos e pouco mais.

 

Quando isso não acontecia, o que era raro, espreitava por sobre os cabeços das minhas belas montanhas e, observava mais ao longe, as montanhas lindas dos outros - «nuestros irmanos galegos». E, para quem não o sabe, olhem que eles também as têm!

 

 

Nesses tempos, eu observava as montanhas dos nossos amigos "manolos", que sabia que também caminhavam entre elas, observando as nossas. Mas eu sabia que, para mim, apenas existia uma terra, em Espanha, que estava sempre frente aos meus olhos - Olelas! Olá, Olelas!

 

Olelas fica do lado oposto à Várzea e, entre Olelas e a Várzea, corria o rio formado pelos ribeiros que descem de Castro Laboreiro e da Peneda, juntando-se um pouco mais acima da Várzea, mas hoje, esse rio foi afundado e engolido por um braço da belíssima Barragem do Alto Lindoso e, com ele, toda a veiga da Várzea.

 

 

A Várzea do lado de cá, ficou sem a sua veiga, afogada em água. Do lado de lá, está Olelas

 

Durante aqueles tempos, nos primórdios da minha vida, Olelas, lá estava, sempre presente frente à Cascalheira, a cumprimentar-me, lá de longe, com o seu olá especial: «olá Ventor». E, nos tempos de frios de rachar, eu dizia olá, já com as costas das mãos negras e mais negras ficavam quando olhava a veiga da Várzea e o lado galego junto ao rio, matizados de branco da geada e do verde das ervas. E, quando tentava aquecer as orelhas, até julgava que, se fizesse mais uma forcinha elas se autodestruiriam como pedaços de gelo.

 

Mais tarde, aprendi a observar mais de perto, «nuestros irmanos» e passei a observá-los como tal e, enquanto isso, também aprendi a olhar, do lado de lá, sobre os seus  cabeços, os cabeços do meu berço que, com o tempo, depois de conhecer muitas outras, passei a chamar-lhe as minhas Montanhas Lindas.

 

 

A Várzea e Olelas vistas da estrada por baixo da Chãe da Porca. As montanhas rochosas do lado esquerdo, lá em cima, são parte da serra da Peneda, zona de Castro Laboreiro

 

Hoje, recordo o Júlio Iglesias e tal como ele, canto em sonhos a mesma canção: "tenho morrinha tenha saudades"! E, se tivesse a sua voz, cantaria, bem alto, as saudades que tenho de olhar as terras de meus pais.

Foram apenas 15 anos que me marcaram para a vida toda e olhem que não era nada fácil!

 

Nada estará mais vivo no meu espírito do que todos os recantos das minhas Montanhas Lindas onde continuo permanentemente a caminhar sobre os seus caminhos pedregosos que nunca esqueço.

É por isso que, tal como o Júlio, cantarei: "tenho morrinha, tenho saudade"!

 

 

 

Um Cantico à Galiza

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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