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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


26
Mai07

O Pinheiro do Cedeiral

Ventor

... um pinheiro, no Cerdeiral!

 

Um pinheiro, é apenas uma árvore, não passa disso e, o Cerdeiral, é apenas um nome nas montanhas de Adrão.

 

Mas há, no Cerdeiral, um pinheiro, especial, na vida do Ventor!

Há sempre qualquer coisa, na nossa vida, que nos molda, que nos faz pensar, que nos ajuda a perceber a nossa existência. Porque não um pinheiro?!

 

Em Adrão, os pinheiros são muito poucos! O regime Florestal dos tempos de Salazar tentou plantar e semear pinheiros mas, por portas e travessas, foi coisa de pouca dura. Sempre as queimadas! As minhas Montanhas Lindas, só seriam, mesmo lindas, com carvalhos e castanheiros. Essencialmente com estes dois biótipos de árvores. Mas nos montes da Assureira existe agora um afloramento de pinheiros que uma das empresas de celulose da nossa praça tem mantido e, ainda bem!

 

Eu não tenho nada contra os pinheiros, antes pelo contrário, mas sei que as minhas montanhas seriam mais lindas com carvalhos e castanheiros. Seria para mim muito mais lindo, subir ao Pico da Derrilheira e ver manchas de carvalhos e de castanheiros, em vez de ver as manchas verdes dos pinheiros. Mais lindo, lindo mesmo, seria ver as minhas montanhas povoadas de gado: vacas, cabras, ovelhas ... garranos!

 

Mas hoje, vou falar-vos de um pinheiro!

Um pinheiro no Cerdeiral!

 

Quando um dia, ainda menino, fui até ao Cerdeiral, acompanhando os mais velhos, vi muito magestoso, um pinheiro. Ele parecia que queria falar comigo! Que dizia "olá Ventor"! Todos começaram a apanhar pinhões e eu, sem saber que fazer, olhava o pinheiro! Olhava lá para cima, via as suas pinhas de onde os outros tiravam os pinhões e comiam. Esta imagem ficou-me sempre na memória.

 

O ano passado, em 2006, as minhas montanhas arderam e, nessa queimada desapareceu muito do meu mundo de criança. Cerca de um mês antes de arderem, eu sentei-me frente ao Senhor da paz, no cimo do monte do Curvação a tirar fotos e a dar graças ao Senhor da Esfera por me dar o privilégio de me colocar naquela terra rodeada de montanhas tão lindas.

 

 

 

Foto tirada pelo Ventor em Julho de 2006. Vê-se o pinheiro no centro de um prado de feno, na ponta esquerda, centro da imagem. 

 

Fotografei tudo em redor e não esqueci o pinheiro do Cerdeiral! Lembrava-me dos tempos de escola quando, alguns, de vez em quando corríamos monte acima direitos ao pinheiro e aproveitávamos para comer alguns pinhões.

Depois, já depois de queimadas as montanhas de Adrão, cerca de um mês depois, vi grande parte das minhas montanhas lindas carbonizadas mas desconhecia a dimensão. Vi tudo e certamente teria visto o pinheiro!

 

Mas não! Vivi durante muito tempo na incerteza daquele pinheiro ter ardido ou não. Pensei em telefonar e perguntar pelo pinheiro mas não me recordava do nome do local e como pouca gente pára por lá, nem sabia a quem perguntar, mas o pinheiro não me saía da cabeça. Há pouco tempo, pela Páscoa, os pais do Tomás, o Tomás e a Maria, que vocês conhecem do Quico e da minha Caminhada, foram dar uma passeata pela minha terra. Era a terra que o pai do Tomás não via desde pequeno e resolveu ir matar saudades e mostrar aos seus filhotes e à esposa, a terra do Ventor.

 

 

 

Foto tirada pelo pai do Tomás por alturas da Páscoa de 2007. Assim se consegue apreciar a beleza de um pinheiro que o Ventor nunca esquecerá, enquanto tiver memória. São estes, como diz o Quico, os pequenos passos que fazem uma Grande Caminhada

 

Tiraram muitas fotos e, como eu, foi ao cimo do monte do Curvação, frente ao Senhor da Paz e tirou algumas fotos, em redor. Numa dessas fotos, lá estava a minha escola e noutra, mais longe, no meio da montanha, o Pinheiro! Verdinho como sempre e foi como sempre que, uma foto se abriu dentro da minha janela  e disse: "olá Ventor"! Fiquei todo contente. Não tinha a certeza se o pinheiro ardera e fiquei com a certeza de que, felizmente, não. Foi o Senhor da Esfera que disse ao pai do Tomás: «tira essa foto para o Ventor»!

 

Agora, passeando pelos Algarves de Sotavento e de Barlavento, olhando as lindas paisagens algarvias, reparava nos pinheiros mansos que aqui e ali se emproavam à minha passagem e lembrava-me da figura quase divina do pinheiro do Cerdeiral.

Hoje, conversando no MSN, com o meu sobrinho, pedi-lhe para perguntar à mãe como se chama o local onde, nos meus tempos de puto, ia aos pinhões ao mais célebre pinheiro de Adrão. A resposta foi pronta: " Cerdeiral"!

 

Este pinheiro perturbou tanto os meus últimos tempos que decidi falar-vos dele aqui. O Pinheiro da minha meninice, o pinheiro do Cerdeiral, o pinheiro da minha amiga Rosa Caneira, continua vivo! Tenho de lhe dizer que, quando voltar a Adrão, vou-lhe roubar pinhões!

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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