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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


30
Ago13

Os Abutres, na Serra de Soajo

Ventor

Um dia vi um filme. Não me perguntem qual porque não sei qual deles!

Os Gansos Selvagens, os Pretorianos, os Mercenários, ... não sei! O que sei é que havia uma frase: "quem ficar para trás, é para os abutres". Agora, como quase não há nada que o Ventor não saiba, ficou a saber que essa frase já serviu para ele!

 

 
Estes fazem parte dos que observaram o Ventor. E atingem, estes feiosos, uma envergadura entre 2,50 e 2,80 m, um corpo de mais de um metro e 6 a 12 quilos se peso

 

A minha meta, é uma meta simples - a Pedrada! Não é nada do outro mundo. É uma das serras mais lindas que eu conheço e, não digo a mais linda para não ferir susceptibilidades. Isto, porque, para mim, ela é mesmo a mais linda!

De todas as serras que tive o privilégio de calcar com os meus pés, a Pedrada não fica a dever nada a nenhuma delas. E, de todas elas, como já tenho dito, é a única serra onde eu posso passear com sapatos de toilette.

 

Posso caminhar, posso dançar, posso cantar e até podia levar uma concertina, tal como o ti João Casanova levava a sua caixa nas montarias. Eu acho, até, que os lobos, nos anos 50 dançavam ao toque da caixa do Casanova.

Desta vez tudo me correu mal! Não fosse a companhia e a minha caminhada, à Pedrada, teria sido um fiasco. Se fosse só, tenho a certeza que chegaria lá na mesma! A alavancagem seria menor mas eu não desisto. Como eu costumo dizer, todas as caminhadas têm uma volta na ponta e, a ponta, pode ser mais curta ou mais comprida. No entanto, acredito que não voltaria para Adrão sem dar a volta ao marco geodésico da Pedrada ou, do nosso Outeiro Maior se preferirem.

 

 

Mesmo esperando encontrar uma presa morta, eles, os abutres, andam na sua caçada

 

Para além da minha coluna me pegar, puxando-me para trás, eu tinha um enlevo grande para prosseguir a minha caminhada até à Pedrada - os meus companheiros de caminhada e os abutres. Os abutres foram meus companheiros de caminhadas, em Moçambique e, eu, acredito que eles vieram rebuçados pelos tempos, na peugada do Ventor. Sei hoje, segundo dizem os experts, que há abutres que vêm do centro da África, nidificar a Portugal. No entanto, tenho a certeza de uma coisa: eu nunca tinha visto abutres na Serra de Soajo. Tudo o que sei sobre abutres é que eles fazem a sua caminhada migratória e se dão muito mal pela Europa. Também sei que foram encontrados abutres inanimados pela fome e foram recuperados pela boa gente que ainda ocupa um lugar neste mundo e, também, ao lado dos abutres que ajudaram a recuperar.

 

 

Entre as várias espécies de abutres (13?), o grifo também é um abutre e está com os olhos no Ventor

 

No Alto da Derrilheira, após beber água no Muranho e subir aquela encosta com muitas dificuldades, encostei à Box. Foi ali que comecei a pensar na tal volta na ponta. A rapaziada rumou à Pedrada e eu fiquei para trás a provar o fel da terra. Cheio de sede, com a coxa direita em estado de hibernia, a coluna pregou-me a partida! Prega-me a partida de vez em quando. Tinha começado na auto-estrada, a cerca de 80 kms de Lisboa, rumo a norte. Mas depois passou e tudo ficou bem.

 

Agora, estava num dilema. Para a frente ou para trás? Para a frente teria a subida da Pedrada, desde a zona da nascente das Forcadas, aquela que já matou a sede a muita boa gente e que, hoje, esconde-se debaixo da terra.

Para trás, voltaria a ter a Fonte do Muranho mas, também não me seria fácil descer aquela encosta, de imediato, até à sombra das suas urzes. Porém, como estava cheio de sede, decidi ir à mochila e tirar uma das duas garrafinhas de água de luso. Foi a desilusão! Nem garrafinhas de água, nem garrafinhas de cerveja! A minha boca parecia que saiu do inferno onde estivera a mascar palha cheia de pó.

 

 

Na sua caçada, ou tentativa de arranjar alimentos, voam aos pares, tal como caminham os agentes do FBI

 

A decisão teria de ser rápida. Ou Fonte da Corga da Vagem, para a frente, ou Fonte do Muranho para trás, onde esperaria a minha malta. Mas com a desenvoltura com que os abutres me observavam de cima para baixo, passando à minha vertical, decidi mostrar-lhe que estavam enganados. O Ventor não fica para trás e muito menos para abutres. Perna em baixo, perna em cima, reiniciei a caminhada rumo à Corga da Vagem. Teria a sua fonte água? Poderia lá beber? Nah! Sempre vi água na corga e, se as rainhas das montanhas a bebem e não morrem, eu farei o mesmo. Além disso, se caminhava em Moçambique, 14 horas sem beber nada, à torreira do sol, porque raio deveria recear a falta de água na minha serra?

Por isso, em frente! E lá fui.

 

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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