Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


26
Set05

As Abelhas

Ventor

Quando era pequeno, íamos tomar banho ao Rio da Leira. A rapaziada toda, desde os mais velhos aos mais caçapinhos, seguíamos em fila indiana, ao lado das formigas e, comportando-nos como elas. Mas se as formigas não nos faziam mal e até, por vezes, seriam esmagadas debaixo dos nossos pés, já com as abelhas era diferente!

 

No Rio da Leira, tanto quanto me recorde, apenas o ti Brasileiro, o avô da minha prima Rosa Caneira, do Joaquim e da Fátima, tinha colmeias. As colmeias eram feitas com cortiços, feitos da cortiça dos sobreiros. O ti Brasileiro, tirava a cortiça aos sobreiros, cortando apenas num lado, e depois a cortiça era extraída em forma de cilindro. Um corte em baixo, outro corte em cima, à distância pretendida e entre esses dois cortes, horizontais, um corte na vertical.

 

Depois ele ficava com o cortiço praticamente feito. Mas no mês de Maio, eu lá via o ti Brasileiro todo armadilhado a apanhar os enxames de abelhas que lhe fugiam ou outros que de mais longe, vinham formar-se nos ramos dos carvalhos com as abelhas encavalitadas umas em cima das outras em forma de cacho. Às vezes, eu próprio o informava onde tinha visto um enxame, e lá ia ele, todo lampreiro apanhá-lo! Era uma boa cooperação que me valia uns bons favos de mel, na devida altura e alguns frascos de mel pelo ano fora.

 

 

 

Eram bastantes as colmeias que o ti Brasileiro tinha no Lume da Leira

 

Mas do que eu nunca mais me esqueço, é do som das abelhas a voar no meio daqueles cortiços todos, ou então das abelhas que iam à procura de matéria-prima para levarem para as colmeias. O caminho que levávamos para o poço negro, durante todo o verão, seguia pelo meio dos campos e quer pelo rio acima, ou nos campos junto às águas das regas que corriam pelo caminho, só se viam abelhas e se ouvia o seu som característico.

Eu sentia inveja quando via o ti Brasileiro especado no meio das colmeias a tentar apanhar os lagartos que ali se instalavam a tentar apanhar as abelhas e não eram poucas! Eles esmeravam-se todos a apanhar as abelhas e o ti Brasileiro esmerava-se todo a apanhá-los a eles.

 

Por vezes, não muitas, porque as abelhas não são parvas, lá aparecia algum do nosso maralhal, ferroado, pelo cu, da abelha e a dizer mal da vida e insultá-las com os palavrões mais ousados dignos de ganhar o prémio da malvadez! Outra especialista a apanhar abelhas, era a raposa. Ela descia por entre os carvalhos e de repente estava infiltrada no meio dos cortiços a fazer os seus estragos.

 

O ti Brasileiro, tal como o meu amigo Chica, sabiam dizer-me para não me mexer junto das abelhas e diziam-me, sem o sabermos, na altura, que esse seria o melhor método para a formação de um grande homem estátua! Mas eu não tinha jeito para isso e mexia-me bem! Eu penso mesmo que as abelhas não tinham vontade nenhuma de me perseguir, pois se tivessem, estariam fartas de me ferrar e apenas uma vez uma me ferrou, estando eu bem quietinho, de rabo para o ar a segurar uma boa truta debaixo de uma rocha, no rio. Até parece que ela me quis dizer para deixar a truta, pois foi o que aconteceu. A malvada foi ferrar-me numa nádega e numa altura que não o devia ter feito, pois eu estava bem quietinho! Haviam mais abelhas em Adrão, mas ninguém tinha tantas, e tanto mel, como o ti Brasileiro. Quem me dera que fosse possível a vida fazer-me repetir os belos tempos que nunca esquecerei.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

luis.jpg

Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

Ticas2.jpg

Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

Ticas1.jpg

Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

2017-09-15 14-22-58_0096.jpg

Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

16726778_eS0z4.jpg

Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

DSC03018.jpg

... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

Mais sobre mim

foto do autor

Posts recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.