Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


26
Jan11

O Poulo de Eixão, em Adrão

Ventor

O Poulo de Eixão é aquele poulo que fica entre a "Mansão" do Senhor da Paz e seus arredores, e a aquele edifício em frente que foi a escola do Ventor e dos seus amigos de infância.

 

 

De dentro da sua mansão, o Senhor da Paz, escutava-nos, ouvia-nos e, de vista posta no chão, pedia ao Senhor da Esfera para perdoar as asneiras das crianças. Será que ainda nos perdoam os malefícios voluntários ou involuntários que cometemos como homens? (foto da Alice)

 

Era esse o espaço das nossas brincadeiras, um espaço aberto, onde corríamos sem rédeas, tal como os potros fazem hoje e protegidos pelas suas mães.

Ali, nas nossas correrias, com ou sem bola, só era proibido dizer asneiras. A liberdade, durante o recreio, era total. Creio que, pelo menos, no que me diz respeito, as paisagens nunca eram demais! Estávamos cercados por muralhas quase indestrutíveis. Digo quase, porque, nada é perene. As transformações são constantes e, à escala geológica, tudo se transforma. Quando tiro fotos dos lados do Gondomil para o Alto da Derrilheira, depois do fogo de Agosto de 2006, noto que a Derrilheira está a assapar, notam-se fracturas no monte. E se vermos uma foto a apanhar a Naia, o Muranho, a Derrilheira e a Serrinha, verificamos que o Poulo do Muranho, onde assentam os Cortelhos de nossos antepassados, é uma escorregadela da "cela" existente entre a Derrilheira e a Serrinha.

Mas isto é para os geólogos, só que os geólogos não irão lá!

 

Para mim, esquecendo essas nuances geológicas, além do Senhor da Paz, da Escola, do poulo que nos servia de recreio, das montanhas que nos cercavam, tenho lá outro Monumento (com letra grande). É o Carvalho de Eixão!

 

Este carvalho foi sempre um fenómeno para mim e tenho a certeza que os lobos que avançavam pelo Alto do Lombo abaixo ou vinham desde os montes de Bordença, aproveitavam para levantar a perna, olhá-lo de noite, contra o firmamento e perguntar-lhe: "olá, velhote! Conheceste o meu avô"? E o carvalho só diria: "se me pudesse mexer, levavas com uma ramada em cima. Desanda daqui, seu porco"!

Esta seria a primazia das palavras entre os carvalhos e os lobos e o carvalho de Eixão, estaria sujeito ao mesmo.

 

 

Também, neste sítio, em tempo de neve, com as orelhas, o nariz e os dedos da mão a cair, tínhamos a ajuda do Senhor da Paz para todas as nossas brincadeiras. No centro da foto, à direita, o Carvalho de Eixão, despido. (foto do meu amigo Belmiro Xavier, de Braga, um "amante" das nossas Montanhas Lindas, que me presenteou com fotos de Adrão cheio de neve)

 

Mas, pelas poucas vezes que caminhava pela Branda de Bordença (prefiro branda, a veranda ou varanda), via as pessoas que acabavam de meter as rezes, caminharem em direcção ao Eido e fazer uma espera pelas pessoas amigas que ficavam para trás, para irem para o eido juntos. Faziam uns grupinhos que, chegando ali pelo cemitério, desafiavam, nas suas cantorias, a malta que, igualmente se dirigiam da Assureira para o Eido. Eu recordo-me que agradecia ao Senhor da Paz, quando passava à frente da Sua Porta, por ter feito, junto do Senhor a Esfera, com que tudo tivesse corrido bem.

 

Lembro-me de alguém de Adrão (já junto do Senhor da Esfera) que, vindo a cavalo de Soajo, de um dos famosos "primeiros", já de noite e com um grãozinho na "asa", me dizer que lhe aparecera o diabo junto ao Carvalho de Eixão e que se viu aflito para segurar a égua e que, depois, junto ao cemitério, a égua se chateou outra vez e acabou por o deixar só, tendo de ir desde o cemitério a pé para casa, porque alguém lhe espantara a égua!

 

Muitas histórinhas teria o Carvalho de Eixão para nos contar se nós estivéssemos no tempo em que as árvores falavam!

 

Mas sei que quando vi essa foto do Senhor da Paz, no seu andor, a passear pelo nosso poulo ou terreiro, ele também me olhou e disse: "olá, Ventor"!

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

luis.jpg

Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

Ticas2.jpg

Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

Ticas1.jpg

Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

2017-09-15 14-22-58_0096.jpg

Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

16726778_eS0z4.jpg

Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

DSC03018.jpg

... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.