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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


24
Mai10

As Rolas e os Pombos

Ventor

Quais são os primeiros a chegar?

 

 

 

Uma rola. Uma maravilha da natureza!

 

Tais como as andorinhas e muitas outras aves, como os cucos, os abelharucos e outros, a rola é uma ave que anda sempre nos trilhos do Ventor.

 

Quando era pequeno, os pombos, as rolas e os cucos, apareciam pela Primavera e o cantar desses três, sempre me encantaram. Mais o cantar do cuco, porque era o menos ouvido. Era e é, de facto, especial para mim. Mas recordo-me bem das rolas e dos pombos e do dilema que deixavam às gentes de Adrão.

 

Quais os primeiros a chegar?

Para uns, eram os pombos, para outros, as rolas. Eu nunca consegui ter a certeza dos primeiros a chegar a Adrão, mas sempre me convenci que eram os pombos bravos. O decurso dessa caminhada era avaliado pelos seus cânticos. Uns ouviam primeiro os pombos bravos e outros as rolas bravas ou rolas comuns. Essa avaliação era apreciada por simples  casualidade do seu cântico e a minha alegria era, conforme os anos, a chegada da Primavera ou a saída do Inverno.

 

Mãe, mãe, pai, ouvi cantar o pombo!

Pai, pai, mãe, ouvi cantar a rola!

 

Essa era a definição dada à chegada desses dois, pelos bosques (ou bouças) de Adrão. A outra era que, os pombos, fazem os ninhos mais altos e, as rolas, fazem os ninhos mais baixos. Tudo ficou por aqui! Mas um dia, nas minhas caminhadas por Lisboa e, pelos seus arredors, eu não via as rolas. As minhas rolas! Estas que comecei a ver por cá, as rolas turcas, não me diziam nada. Comecei a vê-las junto à Fábrica da Nacional, ou armazéns, ali pelo Poço do Bispo e arredores.

 

Mas, as minhas rolas bravas, tinham-me abandonado. Quando ia a Adrão, não via as minhas companheiras da meninice. Elas andavam por lá, mas eu não ia aos ninhos! Tudo tinha acabado! Um dia, cheguei lá e vi duas rolinhas bravas que o meu irmão tinha apanhado e estavam metidas numa gaiola. Quando me despedi dele, virei-me para ele e disse-lhe: "sabes o que me apetecia fazer, antes de ir embora? O quê? "Apetecia-me partir-te a gaiola e soltar as rolas"!

 

Mas ele lá ficou com elas! Não fui capaz e ainda bem que não o fiz. Se calhar, elas já não iam para lado nenhum! Mas, as minhas caminhadas pelas savanas de Marrupa e de Vila Cabral, em Moçambique, deram-me um fartote das minhas companheiras de criança. Elas estavam em tudo que era sítio. Esvoaçavam à minha volta, entre o arvoredo e empanturrabam-se de milho nas machambas por onde esvoaçavam. Foi uma das minhas maiores belezas africanas, o arrulhar das rolas! Rolas e pombos verdes, por Vila Cabral.

Ainda matei pombos, mas nunca matei uma rola. Houve um pombo que matei, o último bicho a que dei um tiro que nunca mais esqueci. A sua mensagem, a mensagem do desespero, foi-me gravada para sempre!

 

 

 

 

 

 

Um pombo bravo ou pombo-torcaz que passeava em S. Pedro de Sintra

 

Quando cheguei, procurei rolas e procurei fotografá-las, mas elas sempre me fugiram e nunca me deixaram conversar com elas.

 Uma vez, apanhei uma, em Adrão, quando saía, rumo a Lisboa. Estava na sombra e longe e ficou tremida e escura, péssima! Mas mantive essa foto sempre comigo.

 

Há dias, quando eu Caminhava pelo Lisandro , com os meus amigos de Mafra, vi um pássaro voar à minha direita e pousar numa árvore lá em frente. Esse pássaro pareceu-me um gaio e rola turca também não era. Mas o contraste do voo rápido fez-me pensar que, não seria um gaio e não era mesmo. Só quando cheguei a casa me apercebi que tinha tido uma rola, uma bela rola comum, pela frente - a minha rola brava. Mais me parece um "rolo" com um papo cheio de tudo o que apanhou nas margens do rio Lisandro.

 

Ora, uma rola! Dirão vocês! Mas, para mim, ela foi preciosa. Ela trouxe-me uma mensagem de todas as rolas.

"Olá ventor"!

Eu e ela, continuamos a sonhar que existimos, juntamente com a rola turca. Caminhamos por aí e vivemos a vida que nos permitem. Como eu gostaria tanto de proibir a caça às rolas! Creio que, se não protegermos as rolas bravas, um dia, ficaremos sem elas!

  

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

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