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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


18
Jul09

Ventor por Lamas de Mouro

Ventor

 

Uma das minhas caminhadas por Lamas de Mouro em Julho de 2009

 

Chegados ao Hotel da Peneda, à noite, senti-me em casa e depois de uma noite bem dormida, na manhã seguinte, levantei-me cedo com saudades de inspirar todo o ar fresco matinal proporcionado pelo bafejo das minhas Montanhas Lindas.

 

Fui fotografar as escadas da Peneda e a Igreja, onde encontrei a camisa de uma cobra de cerca de um metro e, tal e qual como antigamente, comecei a procurar a descamisada! As cobras na sua acção de crescimento largam a pele velha e assim, de camisa lavada, lá vão à procura de refazerem energias.

 

 

A camisa de uma cobra ao lado do Santuário da Senhora da peneda. O Quico diz que, se calhar, também vai à missa. E porque não?! Somos todos filhos do Senhor da Esfera e todos queremos a sua protecção!

 

A única diferença é que, antigamente, procurava-as para as matar todas enquanto que, hoje, se as escontrar, será apenas para tirar umas fotos e dizer-lhes, olá! Mas encontrei lá, junto à camisa da cobra, as flores azuis do S. João que me encantavam quando pequeno caminhava junto com elas, pelos sucalcos das lavoiras de Adrão.  E, como calculam, foi um disparar!

 

Depois, às 08:30, regressei ao Hotel para o pequeno almoço junto com o meu maralhal, seguindo, depois, rumo a Lamas de Mouro. Fomos encontrar as rainhas das montanhas pela estrada e, claro, como não pode deixar de ser, os seus companheiros de caminhada - os garranos.

 

 

Tourinhas na estrada para Lamas de Mouro, junto à Portela do Lagarto, a dar as boas-vindas e a animar a nossa passagem

 

 

Uma vaca, perto da ponte de Lamas de Mouro, a observar o Ventor

 

 

Um tourinho a querer dialogar com o Ventor e amigos ....

 

 

... e, esta tourinha está encantada connosco

 

Mas como devem calcular, para mim e para qualquer apreciador da Natureza, Lamas de Mouro é um lindo local no nosso Planeta Azul. Por ali temos tudo! Vacas e vitelos, garranos e filhotes, um rio onde correm águas puras (rio Mouro) - (sim porque os mouros também lá andaram, pelo menos, a caminho de Covadonga), os carriços do rio, as faias, os carvalhos, as carrascas (ericas), com as suas flores lindas, as urzes, flores selvagens de várias espécies e cores, chascos, gaios, rolas, pombos, esquilos, trutas, montanhas belas (infelizmente a serem esventradas pelos geradores eólicos, mas como será de adivinhar, não se pode ter tudo).

E, com um pouco de sorte, ainda por lá se avistarão lobos, porque se eles existem pela Branda das Aveleiras e pelo Ribeiro de Cima, na área de Castro Laboreiro, acredito que, tal como o Ventor, se deslocarão de quando em vez, por Lamas de Mouro.

 

 

Os garranos entusiasmados com a aproximação do Ventor. Eles estão no Paraíso, com comer a fartar, com água pertinho e com árvores, por perto, para lhes fazerem sombra

 

Quando era pequeno, os lobos eram avistados por todos os locais que hoje fazem parte das minhas Montanhas Lindas e Lamas de Mouro era  um dos seus locais de preferência. Não é de admirar, pois no vale que vai da Portela do Lagarto a Lamas de Mouro, não havia a estrada que foi construída no meu tempo de criança e, depois dela, os lobos continuavam a cruzar-se por ali, onde, em três pontos diferentes nascem as águas que originam as pequenas corgas que irão formar o rio Mouro e nele, os lobos bebiam água e refrescavam-se nos verãos.

 

 

A Ponte de Lamas de Mouro e o rio Mouro

 

 

É por este rio que esvoaçam as libelinhas azuis sempre prontas a cumprimentar o Ventor

 

 

Esta libelinha, convida-me para o seu repasto e diz-me que o seu mundo é maravilhoso

 

Para além de tudo isso, e muito mais, temos lá duas belas peças históricas: a ponte a que temos chamado romana e que agora alguns dos especialistas, que caminham por aí, dizem ser tardo-medieval!

Por mim, que lhe chamem o que quiserem, é uma belíssima ponte e aposto que, antes dos romanos já haveriam pontes e, como em tudo, sempre aprendemos uns com os outros, na caminhada dos séculos e dos milénios.

 

 

Nos montes de Lamas de Mouro, bem como por todas as minhas Montanhas Lindas a beleza rosa está sempre presente, até nos fraguedos

 

 

Este chasco sabe que eu gosto de música e por isso observa-me sempre a cantar. Eles são maravilhas pelas minhas Montanhas Lindas

 

 

Não podia deixar de colocar aqui este meu amigo de Lamas de Mouro, um gaio que sabe como o Ventor lhes quer bem e desafia-me a voltar lá para os cumprimentar

 

Mas eu voltarei a Lamas de Mouro.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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