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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


23
Ago09

D. Abílio Ribas - A Homenagem

Ventor

Várzea - A Cruz.

 

 

 

A cruz que homenageia o Bispo, D. Abílio Ribas

 

Algum tempo atrás, pelo telefone, disseram-me que alguém iria levantar uma cruz de pedra no Muranho.

Quando perguntei quem era, foi-me dito que seria um emigrante cheio de dinheiro. Só podia! "E porquê no Muranho?" - Perguntei eu.

 

A resposta foi que era para ser vista de todos os lados.

"De todos os lados? No Muranho"!

Achei que se o objectivo era a cruz ser vista de todos os lados, aquele local só terá sido escolhido por alguém que não conheceria bem a serra de Soajo. E, pensei cá para mim que, o ideal seria o Alto da Derrilheira, porque se fosse no Muranho, a cruz só seria vista de alguns lados. Depois pensei que só seria alguém que gostasse tanto do Muranho como eu e que iria lá colocar uma cruz para agradecer ao Senhor da Esfera tê-lo ajudado na sua caminhada por esse mundo. Alguém que, tal como eu, tivesse feito a sua caminhada com os iglos de pedra, do Muranho, na sua cabeça.

 

Mais tarde, disseram-me que a cruz era para fazer uma homenagem a um Bispo da Várzea. "A um Bispo da Várzea"? Achei que seria uma brincadeira. Um Bispo da Várzea! Então ando aqui há tantos anos e porque carga de água eu nunca ouvi falar de um Bispo da Várzea? Nem o Senhor da Esfera me contou! E porque carga de água iriam levantar uma cruz, no Muranho, para homenagear um Bispo da Várzea?

Algo não bateria certo!

 

Em Julho passado, quando caminhava da Peneda para Soajo, via Paradela e Cunhas, junto à estrada que passa no monte que serve de divisória hidrográfica entre a Várzea e Paradela, vi uma cruz nova. Não dei importância à cruz porque pensei que fossem os de Paradela que levantaram ali uma cruz para, nos dias de festa, levarem a procissão desde a capela, lá no fundo do lugar, a dar a volta naquela cruz mas, algo não batia certo. Como quererão, agora que tudo anda tão cansado, querer fazer uma procissão tão longa!?

 

Em Agosto e, fazendo a caminhada ao contrário, dos Arcos de Valdevez para Adrão, com passagem por Soajo, Cunhas e Paradela, olhei a cruz e, já com mais tempo, encostei o carro e disse: "é agora! Fiquem no carro que eu vou ali ver a cruz e a placa".

 

 

A placa da homenagem

 

Lá estava a cruz a abraçar a Várzea, a abraçar Olelas, em Espanha, a abraçar, lá no topo a serra da Peneda e, do lado contrário, abraçava os montes de Paradela, Lindoso, Cidadelha, a serra Amarela ... e, também, lá longe, o Alto da Derrilheira!

Mas observando a placa, agora que eu já sabia que, afinal, a Várzea, era o lugar que sempre tinha dado um Bispo ao Mundo, ali estava confirmado!

 

Olhei em volta e verifiquei que, o D. Ribas, tal como eu, perdemos as belezas que nos viram nascer e, que tal como o John Denver, todos tínhamos as nossas Country Roads, aquelas estradas que nos levariam de volta à nossa Virgínia. A Virgínia de D. Ribas, a sua Várzea, e a minha Virgínia, o meu mundo de sonhos - Adrão!

 

Mas, no dia seguinte, rumando à Pedrada nos meus sapatos de alcatifa, observei mais uma cruz, tal como eu gostaria, no Alto da Derrilheira. No entanto, não deixei de observar que estava mal colocada. Os de Soajo, seja porque motivo fôr, colocaram a cruz virada para Soajo, quando, segundo me parece, um pouco mais ao lado, continuaria virada para Soajo, mas seria vista de todos os lados!

Mas não faz mal! O Senhor da Esfera sabe bem o que faz ali. Só é pena que não seja visto, o melhor possível, de todos os lados!

 

Mas não estou a fazer este post para criticar a posição da cruz. Afinal o marco de pedras, no Alto da Derrilheira, continua bem visível e, até agora, ele fazia bem o papel da cruz! Porque, tal como a cruz, o nosso marco de pedras era o sinal que referenciava as maravilhas da nossa serra.

Fiquei sem saber se a Cruz da Derrilheira também seria para homenagear o D. Abílio mas, pelo que vi, ela seria para fazer um pedido ao Senhor da Esfera que protegesse a serra de Soajo.

 

Mas tudo bem! Agora sei que a Várzea deu ao mundo um Bispo e que as gentes de Soajo lhe prestaram a sua homenagem à qual me quero associar.

Já fiquei a conhecer parte da caminhada de D. Abílio Ribas. Ele caminhou por Angola e por S. Tomé e Príncipe, onde foi Bispo durante, pelo menos, um pouco mais de duas dezenas de anos.

Ora, sendo eu, Ventor, respeitador de todos aqueles que servem a casa do Senhor, não podia deixar de me associar a todos aqueles que quiseram dizer ao mundo que havia um Bispo, nascido na Várzea, a correr mundos e que Roma se dignou colocar à frente daquele seu Principado.

 

Tão longe e tão perto, D. Abílio Ribas! Deixo aqui a minha homenagem à sua pessoa, como filho da Várzea e como cidadão do mundo que, durante tantos anos caminhou, servindo o Senhor, no coração da "Mãe negra"! 

 

 

A Várzea que, assocoando-a à música de John Denver, "Take me Home, Country Roads", é The West Virgínia, de D. Abílio

 

Bem-vindo a casa D. Abílio.

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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