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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


27
Jun16

Jasione Montana L.

Ventor

Volto aqui aos raminhos de S. João, ou botões azuis ou ainda, Jasione Montana L., o seu nome científico, para que não haja confusão.

Também volto aqui, para falar da beleza destas pequenas florezinhas azuis que, para mim, nos meus tempos de meninice, me encantavam e ainda hoje me encantam.

 

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Jasione Montana L.

 

Onde quer que veja estes botõezinhos azuis eu caminho mais de meio século para trás. Nunca me esqueci deles e vi-os uma vez na serra de Mochique, no Algarve, o que me encantou. Pensei então: "as belezas deste mundo continuam a meu lado"!

 

Mais tarde, em 2007, nas fraldas dos Picos da Europa, subíamos uma estrada de montanha, e levava os olhos fixos na estátua de um urso, feito de pedra. Paramos e, como sempre faço, observo tudo a meu lado, seja o que for. Insectos, lagartixas, flores, florestas, ... sobretudo coisas que me possam contar algo. E se há coisas que me contam algo, os raminhos de S. João são das mais belas. Quando era pequenote, um dos meus encantos era ver essas flores azuis penduradas nos socalcos de Adrão, o único mundo que então conhecia e por esse e outros motivos, o mais belo dos que poderiam existir. Nesses tempos, Lisboa, para mim, ficava por trás da serra Amarela e dos demais mundos possíveis ainda não tinha ouvido falar por aí além.

 

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Jasione Montana L., em Arcos de Valdevez

 

Raramente vejo estas flores penduradas pelos socalcos de Adrão mas, este ano, procurei-as em 12 de Junho e só vi duas ainda verdes que me disseram: "se voltares, em Agosto, Ventor, talvez algumas de nós estaremos por cá para encantar os teus olhos". Infelizmente, voltei mais cedo, mesmo no tempo delas, no S. João. Só que, Adrão só a vi de cima para baixo.

 

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Jasione Montana L., em Cunhas, num socalco pendurados para a estrada

 

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Penduradas no mesmo socalco, dois belíssimos grupos além de outros

 

Saí dos Arcos, dei boleia a uma pessoa para Soajo e disse cá para mim: "ainda vou a Adrão à procura dos Jasion Montana L., talvez tenha a sorte de os ver pendurados e belos como eles são". Perdi-me em Cunhas com eles, depois perdi-me, em Paradela, perdi-me na Cruz que olha a Várzea em honra do seu Bispo. Perdi-me nos montes sobre a Várzea, perdi-me no Poulo da Cascalheira e no Poulo dos Cagordos, no meio dos garranos. Perdi-me nas Fontes, em cima e em baixo. Perdi-me frente a Adrão e às minhas Montanhas Lindas do seu lado. Fez-se tarde e voltei a perder-me na Barreira, onde os "Jasione Montana L.", ficaram mais estupefactos do que eu, a observar-me.

 

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Estas são de Adrão, na Barreira, penduradas para a estrada

 

O tempo corre e já não deu para descer abaixo, mas já estava encantado com os meus belos botões azuis. Reconheço, contudo, que ainda não foi este ano que os vi todos viçosos pendurados nos socalcos de Adrão a observar-me.

 

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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