Já vos falei de Adrão, o Cabo do Eido, hoje falo-vos do Eirado.

O Eirado é a parte envolvente à capela, no centro da aldeia.

 

 

Eis a capela de Adrão. Pequenina, mas é a casinha de nossa Senhora da Conceição. Uma casinha devassada pelas modernices dos alti-falantes ali colocados para dar horas e tocar as Avé Marias (na foto não se vêm porque a capela está em obras e foram tirados). Aposto que alguém apostou, que ia acabar com o sucego da aldeia. Como ultimamente nunca dormi em Adrão, agora nem sei se ainda tocam de noite. Uma violência.

 

 

A casa em frente da capela, esta da imagem, faz parte da minha história desde que nasci. É a casa da tia Rosa Martins (minha tia avó) e do ti João Rego. Agora é da minha madrinha e da filha (olá Rosie!). 

 

 

Esta, por trás e ao lado da capela, tem a mais os tijolos da porta e a menos a grande latada que ali existia. Apenas restam os postes.

 

 

 

 

Aqui, neste largo, faziam-se os bailes nos dias de festa, em Adrão. Agora tem a mais o calcetado e o poste de elctricidade. Parece que não havia mais lugar nehum para o colocar!

 

 

Por trás da capela ainda  existe este campo de milho e novas casas. Matei saudades a olhar o milho e as couves ...

 

 

 ... e, do lado contrário, para lá dos campos e do rio, o Marco d'Além, parte integrante das minhas Montanhas Lindas. Coloco-o aqui, especialmente, porque, ainda criança, foi olhando aquele marco que aprendi a ver as horas. Ele era uma espécie de relógio de ponto. "Tenho de me despachar que já vai o sol ao Marco"! Havia sempre algo que se fazia a correr pois o meu amigo Apolo ia partir e depois só de lanterna.

 

 

Dentro deste pátio, onde está a passar o meu amigo Zé, era um curral, onde havia estrume para as cortes e era um dos nossos antros de brincadeira (olá João!).

 

 

No cimo desta rua, à esquerda, morava o meu padrinho. Sim que eu também tive um padrinho e teve de fazer três horas a andar para me ir baptizar a Soajo. Mas foi a minha madrinha que me levou de Adrão a Soajo e volta, sem me deixar cair nos fraguedos.

 

 

 

No fundo desta foto, lado direito, era a nossa fonte. bebi água dali durante 15 anos e mais tarde também. Agora é imprópria para consumo. Estragam tudo!

Mas dentro do portão, já há alguns anos (a única foto antiga) estão as vacas do meu amigo Sita, que o Senhor da Esfera tem à sua guarda.

 

 

À moda antiga, grita-se alto em Adrão, apesar dos telemóveis e a lenha aguarda a sua vez, e será tão rapidamente despachada quanto mais frios forem o Outono e o Inverno.

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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publicado por Ventor às 23:53