O Cabo do Eido!

 

Aqui é a Quelha da Costa. Local de partidas e chegadas de todos os filhos de Adrão. Eu acabo de chegar!

 

 

 

A sombra desta latada é a sombra da saudade

 

 

Muito se tem chorado neste caminho!

 

 

  

Caniços no Cabo do Eido

 

Quando era miúdo vi construir este primeiro espigueiro. Foi construído por homens, pedreiros, vindos de fora. Outros homens, também vindos de fora, que eram regatões de gado, fizeram uma crítica à obra do canastro e, um dos pedreiros, pegou num ferro das obras e enviou-o direito à cabeça do regatão, que meteu a vara de lodo, mas o ferro partiu-lhe a vara e a cabeça. O pedreiro fugiu e depois não sei como ficou. Mas sei que levantaram o canastro e muitos anos depois, ainda está de pé. Não se deve criticar o trabalho dos outro só porque nos apetece.

 

 

 

O Cabo do Eido

 

Aqui, frente à casa do ti João Capela e que foi do ti Cortez, o caminho divide-se em dois, um dirige-se para a Assureira e outro para Bordença. Aqui, do lado esquerdo da fotografia, em baixo, havia uma a fonte. A fonte do Cabo do Eido.

  

Este era o caminho dos encontros e dos desencontros das gentes das duas brandas e de outros locais.

 

 

 

O Cabo do Eido

 

Aqui, nesta casa de gente amiga, morou a minha professora da Peneda, que me fez a 4ª Classe. Foi pedir aos meus pais para me deixarem fazer a 4ª Classe porque seria uma pena se não me dessem essa oportunidade. Disse que não tinham de lhe pagar nada que trabalhava pelo amor que nos tinha. Eu e a Emília do ti Joaquim da Chica (olá doutora) fizemos uma corrida pela 4ª Classe e connosco, como maior, a sobrinha dessa Professora cujo nome julgo ser Lurdes. Fomos aos Arcos fazer a 4ª Classe e passamos os três.

 

 

A Professora Alexandrina, pessoa que nunca mais esqueci, informaram-me há muitos anos que tinha morrido com um ataque cardíaco, ainda muito nova. Felizmente vim a saber por amigos do faceook que não. Alguém teria sido mal infromado e eu também. O Senhor da Esfera, teria tomado conta dela, porque era uma excelente pessoa. Já estive com a sua filha na Peneda e ela estava a dormir. Talvez ainda a veja um dia. Aqui deixo a minha homenagem ás minhas professoras primárias, as antigas Regentes Escolares. Infelizmente duas delas morreram novas com ataques cardíacos.

 

 

 

Cabo do Eido

 

Aqui moraram os meus vizinhos de outrora, e moram hoje outros amigos: o João Barreira e a Maria da Adelaide. Que saudades eu tenho desses tempos!

 

 

 

A porta que foi daTasca do meu amigo Carrasco

 

Aquela porta que se vê era a porta da Tasca do meu amigo Carrasco. Hoje, poucas vezes vou a Adrão e, infelizmente, vejo-a sempre fechada.

 

 

Adrão o Berço

 

Antigamente não eram necessárias grades nas janelas. Hoje a globalização obriga a isso e muito mais. Ou porque as coisas ali já não são como dantes, ou porque aprenderam noutras terras, o estilo de vida de outras gentes. Globalizar é também, ser-se global!

 

 

 

As escadas da tia Bondeira

 

Estas são as Escadas da tia Bondeira, mesmo em frente da minha janela. Estão praticamente na mesma. Creio que falta uma que está coberta pelo cimento.

 

Nessa primeira pedra, junto à escada, vi sentado pela última vez o ti Eduardo da Bondeira. Coxo como eu tenho estado, e foi aí que dissemos adeus, uma ao outro.

  

 

 

 Adrão o Berço

 

A porta da corte das minhas vacas que de manhã me chamavam para me levantar, hoje é uma espécie de arrecadação de coisas do passado, inclusivé, o pote de ferro onde fazíamos o caldo.

 

 

 

A divisão do caminho, vista de outro lado. Esquerda, Assureira, direita, Bordença

 

 

 

Local da partida e do regresso ao mundo.

  

 

Uma galanta em Adrão

 

Desta vez tive um adeus especial. Uma galanta de Adrão que me disseram ser da Teresa Barreira. Boa sorte para ti e a tua "galanta", Teresa.

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

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publicado por Ventor às 00:14