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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


30
Jan17

Como vai ser?

Ventor

 

Sim, como será?

Desta vez tive mais um sonho!

Sonhei com Adrão e com velhos amigos que já não caminham por cá, há muitos anos. Sonhei com velhos falecidos, daqueles que não tiveram oportunidade de lhes colocarem fotos nas campas do cemitério de Adrão. Com gente que, naturalmente, estarão com os ossinhos desfeitos naquilo que olhamos, pisamos e chamamos terra. Mas, também, certamente, eles ficaram connosco porque nós olhamos os seus olhos e eles olharam os nossos e nós, no seu encalço, seguimos os seus caminhos, pisando as mesmas pedras dos mesmos trilhos, caminhamos por entre os mesmos tojos, os mesmos fetos, as mesmas urzes e, mesmo em tempos diferentes, observamos as mesmas paisagens.

 

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Digam lá que Adrão não é mesmo uma aldeia na montanha

 

Quando era miúdo, caminhava com eles a caminho da nossa Assureira. Estava neve e, junto das bouças a seguir à ponte de Arriba dos Moinhos, eu ia à frente de uns quantos. O nevão tinha sido grande e o peso da neve tinha feito cair um galho de um sobreiro que depois veio a tapar. Olhei aquele monte de neve e caminhei para o pisar, para caminhar sobre ele. Um deles disse: "sai daí Luis, está aí um animal morto". Achei aquilo muito estranho, porque se faltasse a alguém um animal na noite anterior, teria sido um grande alaréu e ninguém se queixara de nada. O ti Bento Ribeiro disse que, se calhar, era o burro do ti Silva. Eu tinha visto o ti Silva, na véspera, a meter o seu burro na corte e acho que, nessa noite, o animal não teria saído da corte por nada deste mundo.

 

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Aqui é o Poulo dos Cagordos, em Novembro passado

 

Meti a vara pela neve dentro e não encontrou corpo nenhum. Continuei a brincar com a vara à procura de algum animal mas só me saiu sobreiro. O ti Dafonte gritou: "moço de um raio que te vai neve para dentro dos tamancos e nunca mais aqueces os pés"! A conversa aí já era séria e comecei a ter cuidado. Eu ia à Assureira para levar as vacas beber e meter-lhe feno para o dia todo mas, quando chegamos veio o sol. Em vez de levar as vacas beber (eram duas) ou pôr-lhe água, meti-as bouça abaixo e levei-as comer erva para o campo. Utilizei uma espécie de vassoura e uma sachola para varrer a neve de cima das ervas e as vacas fartaram-se de boa erva. À hora do almoço meti-as na corte com água e feno que daria até ao outro dia e preparei-me para ir embora. O ti Bento Ribeiro foi fazendo umas coisas e esperou por mim, o ti Dafonte, na sua casa mais perto do eido, esperou por nós. Fomos os três para o eido (lugar) onde o meu pai foi tratar das vacas que estavam lá, com água e feno. Nunca me esqueço desse dia.

 

Mas, perante as minhas caminhadas de sonhos, eles vão aparecendo uns atrás de outros. Desta vez sonhei com Adrão, com os nossos montes castanhos, tal como os vi em Novembro passado mas caminhava sobre farrapos de nuvens e via os nossos montes de cima para baixo. Sobre essas nuvens caminhavam muitos dos meus companheiros do passado, em minha direcção. Entre eles (alguns não os identifiquei, só via vultos), estavam o ti Dafonte, o ti Bento Ribeiro, o ti João Perricho, o ti Cortês, ... a pedirem-me para ir com eles. O Ti Dafonte, o tal que uma vez disse à minha mãe que eu iria ser um grande jardineiro (gostava do que eu fazia), era o mais persistente. Ele continuava a dizer-me que isto não presta! "Vem connosco Luis, tu verás que é melhor estares connosco"!

 

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Esta foto foi tirada do Poulo dos Cagordos e, na minha televisão vejo bem, nela, as vaquinhas junto do Cabecinho, com o Alto da Pedrada no topo. Agora espero uma máquina que me permita tirar fotos do mesmo sítio mas ver as corsas. Isso fica para quando eu não conseguir subir à Pedrada

 

Eu não respondia, via os farrapos de nuvens a passarem por baixo e, por entre eles, eu observava o Alto do Lombo, a Corga da Naia, o Picoto, a Corga Grande, ... tal como se fossem as melhores coisas do mundo. De entre eles saiu a minha mãe chateada com eles todos e, perante a teimosia do ti Dafonte gritou: «deixem o meu filho em paz, ele virá quando Deus quiser e eu quero que ele fique com a minha Gisela. é escusado teimar que esse ninguém o leva a fazer o que ele não quer»! O ti Dafonte prosseguiu na sua teimosia a querer que eu fosse com eles. A minha mãe toda desembaraçada vai direita a ele e disse-lhe: «seu estuporado, se continua a insistir com ele eu racho-lhe a cabeça»!

 

Acordei com os olhos fixos no Alto do Lombo e falei, já sem os ver dizendo-lhe: "um dia voltarei a caminhar a vosso lado".

 

É a segunda vez que a minha mãe não me quer lá! Eu sei que são sonhos mas, ... sim, como será?

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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