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Adrão, na Grande Caminhada do Ventor

Adrão, na Grande Caminhada do Ventor


Piquenique nas Fontes, em Adrão

Último piquenique da Maria Bondeira comigo

Último sorriso da Maria Bondeira para mim


Regresso a Casa, 2015


Clicando nesta foto, podem ver as restantes que compõem o Album Regresso a Casa, com fotos dessa minha passagem por Adrão no meu regresso, rumo a Lisboa, em 2015. Também podem clicar na setinha do Flicker e ver as fotos em slideshow


20
Dez16

Voltei a Caminhar por Bordença

Ventor

Em Novembro voltei a caminhar por Bordença.

Num belo dia de sol, neste mês de Novembro de 2016, saímos de Arcos de Valdevez, rumo a Adrão. Fomos ao Cemitério de Adrão prestar homenagem à nossa gente. Quando vejo as imagens das pessoas, no nosso Cemitério, para mim, continuam todos, por ali, caminhando nos nossos caminhos mas, a verdade é que eu não os vejo! Mesmo assim, sinto que caminham a meu lado.

 

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Os castanheiros no Vidoeiro

 

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 Elas caminham ao lado dos castanheiros

 

Não passamos do Cemitério! Do Cemitério fomos até ao Vidoeiro e seguimos, a pé, o caminho para Bordença. Elas ficaram pelo caminho e eu fui fazer o que alguns anos atrás tentei. Tinha tentado ir de Soajo ao Senhor da Paz pelo nosso velho caminho mas, mal saí de Soajo, saí do caminho e fui atrás dos corvos e de uma poupa até junto da estrada à minha esquerda. Depois desci em corta-mato até à Corga e subi pelo lado oposto. Reiniciei o caminho em direcção do Areeiro mas olhei para a minha direita e pensei ir até à Costa da Vacas para tirar fotos à Assureira mas do lado de lá só via carvalhos e matos onde a Assureira está enterrada.

 

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Campos de Bordença.

Foi aqui que a minha Madrinha me agarrou debaixo de um braço e correu comigo ao ouvir uma machada a cortar carvalhos. Seria para ela o espírito de uma senhora de Adrão que estava a morrer

 

Consegui chegar ao Vidoeiro que nesse dia foi o meu purgatório. Não fiz o que queria. Bordença ficou para trás. Foi uma terrível caminhada pela Costa das Vacas com calor incrível e sem água. Foi a pior caminhada da minha vida, pelas minhas Montanhas Lindas. Era um forno naquele dia, barrado por giestas queimadas ou verdes e outros matos. Mas este ano desforrei-me. Caminhei por Bordença!

 

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 Atravessar a ponte, rumo a sul

 

Caminhei na sua ponte, observei o seu rio a montante e a jusante, por entre os salgueiros e outros matos. Ouvi o cantar das suas águas que descem os seu montes desde a Corga da Vagem. Muitas vezes, quando puto, subi e desci aqueles montes atrás das cabras de Bordença. Segundo me disseram, em tempos, quando ainda muito pequenino, corri riscos de ter sido queimado em Bordença. A jusante da ponte na margem esquerda o meu tio João Rego queimou umas silvas e o monte começou a arder. Terá sido a Maria da Melindra que me tirou de lá e foi a correr comigo nos braços até à casa da Mesa no Senhor da Paz, onde achou que estaríamos em segurança.

 

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O rio de Bordença com salgueiros sem fim

 

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Junto a essa videira, na casa da direita, foi onde eu vi pela última vez o tio João Rego

 

Parei no sitinho onde me despedi do ti João Rego. Ali, junto a uma videira, com a vara sobre o queixo. Observava-me, de mala na mão, a atravessar a ponte e perguntou-me: "onde vais Luis"? Vou para Lisboa. "Vai, vai filho, o mundo é para os homens". Para mim Bordença também é história e adorei pisar, mais uma vez, os seus caminhos. Cheguei a pensar que nunca mais voltaria a pisar a ponte de Bordença, mas o Senhor da Esfera disse-me: «vai lá Ventor, vai e continuarás a sonhar». E eu fui!

 

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 Belezas das minhas Montanhas Lindas, junto à estrada, no Vidoeiro

 

Em Adrão também há flores lindas. São elas que embelezam as montanhas do Ventor, nas suas caminhadas

Ventor, nas suas caminhadas | Divulga também a tua página

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Luiz Franqueira e o Quico

Sou eu e o meu Quico. Éramos amigos inseparáveis. O Senhor da Esfera levou-mo e, três anos depois, o mesmo Senhor da Esfera, enviou-me o Pilantras

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Pilantras - o Ticas

O Pilantras também é lindo. A seu modo, já não fica a dever nada ao Quico. O Quico corria a meu lado a ver qual chegava primeiro ao computador. O Pilantras vai pela sucapa e ocupa a a cadeira

Este é o Link da minha

Grande Caminhada

Caminharei por aqui, hoje e sempre, com o meu velho Quico na cabeça e o meu Ticas a meu lado

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Ticas

O Cão Sabujo de Soajp

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Este é o cão Sabujo de Soajo

Este cão é aquele a que hoje chamam o cão de Castro Laboreiro. Era o cão que as gentes de Soajo, segundo o Prof. Jorge Lage, pagavam em tributo aos reis de Portugal. Esse cão acompanhava os monteiros de Soajo nas guardas dos rebanhos e nas montarias reais

O lobo cinzento

Irei falar, por aqui da serra de Soajo e também dos seus lobos e das suas montarias ao lobo, as únicas em que participei como observador, ainda criança. Sabemos que o lobo ibérico é uma subespécie do lobo cinzento mas também sabemos que é um animal fabuloso

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Falar da serra de Soajo, na qual continuo a caminhar em sonhos, não é só falar de lobos mas, também, falar das suas floes e, escolho para as representar a primeira de todas as ericas...

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... e depoi esta, a Gentiana azul, esta bela flor azul aparecida na Corga da Vagem, depois de não haver cabras por lá

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